segunda-feira, 17 de março de 2014

Mamã! Posso casar-me?

Era isto que Pedro Passos Coelho gostaria de dizer a Merkel amanhã em Berlim. Palpita-me que Coelho apresentará  à dona da Europa um papel em que Seguro se  compromete a casar com ele em regime de comunhão de adquiridos. Como é óbvio, Merkel não vai acreditar, porque sabe que Passos, além de aldrabão,  é capaz de falsificar documentos e, se necessário for, vender a própria mãe para prosseguir os seus intentos.
Por isso, perguntar-lhe-á se Sócrates não lhe terá proposto a consumação do acto se houvesse eleições antecipadas.
Passos, embatucado, pede a Merkel a bênção, alguns conselhos e depois mostra a fotografia  da putativa noiva. Merkel dará a sua aprovação ao casório, para salvar a honra da família? 

Por esta é que a Merkel não esperava!

Gorbachov diz que referendo na Crimeia corrigiu erro histórico.
Merkel ficou vermelha de raiva e Obama branco como a cal.

Às vezes, o governo faz coisas boas!



O ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, anunciou na AR que em 2014 vão ser demolidas 853 instalações ilegais identificadas na nossa costa. 
Desde habitações e apoios de praia, a restaurantes e estruturas diversas, a costa portuguesa é um viveiro de  construções ilegais. Se queremos preservar as praias e as belezas naturais do nosso litoral, bem como a segurança das populações ribeirinhas, é preciso acabar de vez com as construções ilegais e também com aquelas que, sendo legais, receberam autorização de construção por irresponsabilidade -  por aqui me fico-das autoridades ( embora, neste caso, os proprietários devam ser indemnizados) .
Há muitos anos que  ministros do ambiente vêm prometendo acabar com esta situação mas, se a memória me não falha, apenas Macário Correia terá conseguido cumprir a promessa de acabar com esta pandemia construtiva que em muito tem contribuído para a destruição progressiva da costa portuguesa.
 É verdade que 853 demolições representam apenas uma parcela ínfima da totalidade de instalações ilegais  que têm de ser demolidas mas, se Jorge Moreira da Silva cumprir a sua promessa , pode ser um bom indício de que algo vai mudar. A bem de todos nós.
Fica também provado que, desde que seja para destruir, o governo até sabe fazer coisas boas!

Também achei estranho...

Que a poucos minutos de se iniciar a votação da Lei da co-adopção, Assunção Esteves estivesse na Versailles a ler descansadamente o DN e a tomar uma meia de leite, mas estas declarações de Carlos Reis parecem-me pouco elegantes. Se  é verdade que alguns deputados homossexuais  da  maioria terão votado contra, mudando o seu sentido de voto, porquê o ataque a Assunção Esteves que, sendo presidente, não tem obrigação de votar? 
Em minha opinião, o que levou alguns deputados a alterarem o seu sentido de voto e a rejeitar a proposta do PS, nada tem a ver com as opções sexuais. A explicação está aqui