terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Programa activo de emprego

Na ânsia de baixar artificialmente o número de desempregados, o governo multiplicou os programas de estágio. (Foi assim uma espécie de programas de formação da Tecnoforma  sem aviões). Mas pronto, até aqui tudo bem... o problema é que o governo não está a pagar aos estagiários, negando-lhes o direito a uma justa retribuição por contribuirem para baixar artificialmente os números do desemprego.

Momento de poesia ( à volta do tacho)

A história é antiga, mas  em poesia nunca tinha lido...

Era uma vez um banqueiro
À D. Isabel ligado.
Vive do nosso dinheiro,
Mas nunca está saciado.

Vai daí, foi a Belém
E pediu ao presidente
Que à sua Isabel, também,
Desse um job consistente.

E o bom do Dom Cavaco
Admitiu a senhora,
Arranjando-lhe um buraco
E o cargo de consultora.

O banqueiro é o Fernando,
Conhecido por Ulrich,
E que diz, de vez em quando,
«Quero que o povo se lixe!».

E o povo aguenta a fome?
«Ai aguenta, aguenta!».
E o que o povo não come
Enriquece-lhe a ementa.

E ela, D. Isabel,
Com Cavaco por amigo.
Não sabe da vida o fel
Nem o que é ser sem-abrigo.

Cunhas, tachos, amanhanços,
Regabofe à descarada.
É fartar, que nós, os tansos,
Somos malta bem mandada.

Mas cuidado, andam no ar
Murmúrios,   de madrugada.
E quando o povo acordar
Um banqueiro não é nada.

É só um monte de sebo,
Bolorento gabiru.
Fora do banco é um gebo,
Um rei que passeia nu.

Cavaco, Fernando Ulrich,
Bancos, Troikas, Capital.
Mas que aliança tão fixe
A destruir Portugal! 

Despacho nº.5776/2011

Nos termos artigos 3º. nº2 e 16º. nºs 1 e 2 do Decreto-Lei nº. 28-A/96, de 4 de Abril, nomeio consultora da Casa Civil Isabel Diana Bettencourt Melo de Castro Ulrich, funcionária do Partido Social Democrata, com efeito a partir desta data e em regime de requisição, fixando-lhe os abonos previstos nos nºs. 1 e 2 do artigo 20º. do referido diploma em 50% dos abonos de idêntica natureza estabelecidos para os adjuntos.

  9 de Março de 2011.--O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva





Agora é mais caro!...

Em 2013, a UE recusou apoiar a Ucrânia com 15 mil milhões de euros. A senhora Merkel até estaria disposta a puxar pelos cordões à bolsa porque estava ver o perigo russo, mas o paraplégico disse que não e agora temos a Ucrânia em polvorosa, ninguém sabendo o que poderá acontecer daqui a uns meses, depois das eleições de 25 de Maio ( dia em que também se realizam as eleições europeias na maioria dos estados membros).
Desde a secessão até uma vitória da extrema -direita tudo pode acontecer mas, para já, o governo interino vai avisando Bruxelas: não nos quiseram comprar a preço de saldo, agora vão ter de pagar mais. Se não passarem para cá 25 mil milhões, não haverá negócio.
E muito provavelmente- digo eu- Bruxelas só leva meia Ucrânia...