sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Olha que coincidência...

Tão felizes que eles foram...

Este ano, o Dia dos Namorados assinala-se de forma diferente aqui no CR.  Recordando alguns casais que já foram felizes, mas agora andam desavindos:
Pedro Passos Coelho e Miguel Relvas;
António Capucho e o PSD;
Paulo Portas e Catherine Deneuve  a troika;
Pires de Lima e a coerência;
Seguro e a estratégia política;
Rui Tavares e o Bloco de Esquerda;
Mota Soares e a Vespa;
 Manuel Clemente e a seriedade;
João César das Neves e a inteligência;
Cavaco e os portugueses;
O PCP e a URSS;
O PS e a oposição;
O CDS e a democracia cristã;
O PSD e a social democracia;
O BE e a unidade da esquerda;
O governo e a vergonha na cara

Ia acrescentar "este governo e a verdade", mas lembrei-me que esses dois nunca se deram bem...
Tenham um excelente Dia dos Namorados.

Eu conheço uns tipos ainda piores, pá!

António Salvador, presidente do SC Braga diz que viu em Vila do Conde  uns senhores de amarelo, apito na boca e pau na mão que não foram profissionais e roubaram o SC de Braga ontem à noite.
Pois, meu caro António Salvador, tenho a dizer-lhe que você ainda não viu nada! Conheço uns tipos muito piores. São uns senhores de  azul, com um pin na lapela e a mão no pote, que se passeiam de carro preto. Embora  não sejam profissionais do gamanço, andam há três anos a roubar os portugueses com um pau na mão que não está  a mexer no pote.
Quer dizer... parece que  há uns quantos que têm pau, mas não usam, porque preferem os paus dos outros.


Adio, adieu, aufwiedersehen, goodbye


Faltam 100 dias para as eleições europeias. São as mais importantes de sempre porque,  pela primeira vez,  há a sensação de que se joga o futuro da Europa e, quiçá, o fim do sonho europeu. No final de Maio, é possível que  a composição do PE  espelhe uma nova forma de sentir dos europeus, em relação à União. A esperança dará lugar ao cepticismo? A actual corja de bandidos  chefiados pela Merkel e um  paraplégico bastardo verá confirmada a sua política de destruição da Europa?
O grupo de crápulas, mentirosos, incompetentes, irmãos Metralha fascinados pelos cifrões, insensíveis com as pessoas e programados como computadores, que governam um continente que já deu bons exemplos ao mundo, terá a sua confiança renovada e carta de alforria para prosseguirem as suas políticas anti-sociais? É cedo para  dar palpites mas uma coisa é certa: se os europeus seguirem o exemplo dos portugueses e se alhearem dos destinos da Europa, será talvez um pouco pior. Assim?
 A extrema direita anti-europeia a vencer em França,  a subir vertiginosamente em Inglaterra, na Holanda, na Hungria, na  Polónia, na Grécia e na Finlândia. Eurocépticos de esquerda com subidas ligeiras  em quase todos os países.  Afundanço dos partidos do Centrão Europeu, responsáveis pelo estado caótico a que chegou a Europa.
 No final de Maio, enquanto três patetas festejam em Portugal  a saída da troika, a Europa  estará a desfazer-se, com um PE recheado de deputados que não acreditam na UE.  Uns , porque simplesmente a rejeitam, outros porque não foi este modelo europeu do salve-se quem puder que tinham em mente quando se entusiasmaram com a ideia de uma Europa unida e solidária.
No final de Maio, é possível que  os mercados e as agências de rating festejem o nascimento de uma nova Europa  e a emergência de um novo modelo de democracia.  
Retirada a maioria dos direitos sociais aos trabalhadores, engordadas as contas bancárias do capital à custa de horários de trabalho de 65 horas semanais e de 30 milhões de desempregados (De acordo com o Eursotat, cerca de 120 milhões de europeus estão em risco de desemprego.) ;
Restringida a liberdade de circulação; reduzido ao mínimo o estado social; alcançada a autonomia de alguns territórios ( Escócia, Catalunha…), aos governantes europeus que emergiram da geração dourada de 60, resta-lhes aguardar que se cumpra o seu último desígnio: uma democracia com novo rosto. Traduzida para a nomenclatura moderna destes governantes sem passado e sem futuro, democracia significa: aumento das desigualdades;  nova escravatura assente em salários de miséria, liberdade de despedimentos e excesso de oferta de mão de obra; triunfo do individualismo sobre a solidariedade; populismo; desrespeito pelas liberdades individuais; triunfo do espírito de seita acoitado na formação ministrada nas juventudes partidárias; eleições como mera formalidade para legitimar a permanência no poder de ditadores encapotados.
O modelo inspira-se em Mugabe. Depois de convocar  eleições que lhe foram desfavoráveis, recusou assumir a derrota e teve esta frase lapidar: só comigo morto é que a oposição governará.
Mas  não sejamos demasiado pessimistas. A renovação da Europa pode fazer-se a partir do caos .Não será é para a minha geração que nasceu dos despojos da guerra, foi próspera na idade adulta, mas vai envelhecer e morrer na miséria.
 Numa explicação aproximadamente edipiana, diria que é a vingança da geração que ela própria pariu e está hoje a dirigir os destinos europeus.  
A Europa - escrevo-o pela enésima vez- está a esboroar-se e começa a ser pouco respeitada no mundo inteiro. Já há muito me despedi da velha Europa solidária em que acreditei na minha juventude. Sem mágoa. Apenas com o desprezo que sinto pelos crápulas. Adeus Europa! Ao menos descansa em paz!