quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Será que o governo segue o exemplo?

O nosso primeiro agradeceu à troika a ajuda que deu ao governo para empobrecer os portugueses. Já sabíamos que PPC é um traidor, mas escusava de ser tão descarado!
 Já agora uma perguntinha:
Uma vez que Passos Coelho acha que os portugueses já não vivem acima das suas possibilidades, terá chegado a hora de o governo seguir o exemplo dos portugueses e deixar de ser esbanjador? Poderia começar por colocar um açaime ao Portas, para que o ministro de estado do Jardim Zoológico seja mais contido nas suas despesas, pois anda a gastar demasiado dinheiro em submarinos.

Bota gasolina nessa merda, porra!

O Moedinhas nomeou para o seu gabinete um tipo de nome Labareda. É aproveitar e regar o gabinete do Moedas com gasolina, para ver se o Conselho de Ministros pega fogo!

Amordacem-me, vá... mas lembrem-se: este país é mesmo para jovens



Aviso:Este post pode ferir pessoas sensíveis  que apostam na omnisciência da juventude e no desaparecimento dos velhos, para resolver os problemas do país.

Quero começar por esclarecer que, em minha opinião,os mais atingidos pelo desemprego não são os jovens. Esses podem emigrar, tornar-se empreendedores, aproveitar os fundos comunitários, os programas Erasmus, as licenciaturas fast food e tudo quanto os pais nunca tiveram oportunidade de usufruir para serem trabalhadores mais preparados e com outra visão do mundo.  E também podem continuar a cravar os pais e avós, porque a complacência deles é ilimitada.
Já em relação àqueles que ficaram desempregados depois dos 45 anos, basta ver as filas às portas dos centros de emprego para perceber que a sua vida não se afigura nada fácil. A maioria das pessoas com mais de 45 anos não teve a parafernália de oportunidades  da actual geração e por isso não está tão bem preparada para enfrentar uma situação de desemprego. A maioria, aliás, nunca mais arranjará emprego porque,  hoje em dia, aos 45 anos, uma pessoa já é considerada demasiado velha. Também não pode beneficiar de programas de incentivo ao empreendedorismo, porque esses destinam-se exclusivamente aos jovens.
Por outro lado, o  governo olha para os desempregados  entre os 45 e os 65,  como calaceiros inúteis que não querem trabalhar. Cidadão com mais de 65 é visto por este governo como um chulo que vive à conta do Estado. Pior ainda: os nossos governantes não têm qualquer pejo em afirmar que os velhos andam a roubar os jovens. (Um PM que diz isto, ou  passou a vida a roubar, ou não conheceu a mãe). 
Um desempregado aos 45 anos tem muito mais probabilidades de vir a ser desempregado o resto da vida, do que um jovem de 25. É por isso que, insisto, me preocupam muito mais os desempregados de longa duração, do que o desemprego jovem.
Há um outro pormenor a que não tem sido dada nenhuma atenção, mas merece especial relevância. Dentro de alguns anos as sociedades ocidentais vão ter que se adaptar a uma nova realidade socio-laboral. Nessa altura os horários serão reduzidos, o descanso semanal alargado, talvez haja mais dias de férias e será dado privilégio à sociedade do lazer.
Claro que essa mudança estrutural irá obrigar a um novo padrão de comportamentos e a uma redução de salários. As pessoas aprenderão a viver com menos dinheiro, mas terão mais tempo para ler, ir ao cinema ( sem sair de casa) conviver e discutir. 
Nessa altura, um qualquer partido político dirá que caiu a última conquista da burguesia: o direito ao trabalho 
Mas, até lá, serão os velhos e a meia idade a suportar os vícios dos jovens.