sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Late night wander (104)

Ingenuidade é acreditar que Portugal não recorrerá a um programa cautelar no pós troika, por vontade própria. A menos de um mês das eleições europeias, qual o governo europeu que quer dizer aos seus eleitores que têm de continuar a contribuir para apoiar Portugal?

A isto chama-se queimar dinheiro

As campanhas anti-tabágicas têm custado muito dinheiro aos portugueses e permitido detectar fundamentalistas estrábicos a quem só falta pedir a condenação à morte dos fumadores.
Estou à vontade nesta matéria. Já fui fumador compulsivo. Hoje sou um fumador ocasional, mas não deixei de fumar por causa de nenhuma campanha antitabágica. Fi-lo, quando percebi que fumar tinha deixado de ser um prazer e passado a provocar-me mal estar. Como diria o Variações, quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga. Foi isso que aconteceu comigo.
Sempre respeitei os não fumadores e me abstive de fumar na sua presença, mas não acredito em campanhas anti tabágicas fundamentalistas, que apontam o fumador como uma pessoa que deve ser expurgada da sociedade. Considero a proibição absoluta de fumar em bares uma medida perfeitamente idiota, só ultrapassada pela proposta recentemente apresentada de não se poder fumar, nem na rua, num raio de 50 metros em volta desses estabelecimentos. São medidas demasiado cretinas para serem levadas a sério.
Tenho sido muito criticado por dizer que as campanhas anti tabágicas são um desperdício de dinheiro. Ora um estudo hoje divulgado, parece dar-me razão: nos últimos cinco anos o número de mulheres fumadoras quase duplicou. 
Se acrescentarmos a este, um outro estudo divulgado ano passado que concluiu ter aumentado o consumo de tabaco entre os jovens, e um outro feito por uma associação de consumidores belga, em vários países europeus, cujos resultados apontam no mesmo sentido, é legítimo concluir  que as campanhas anti- tabágicas são inúteis, porque não atingem o alvo pretendido: dissuadir os jovens.
Com o país a atravessar uma crise financeira, talvez não fosse má ideia suspender campanhas cujos efeitos são praticamente nulos, como  parece ser o caso da  campanha fundamentalista anti- tabágica.  Não só se poupava dinheiro na campanha, como também nas pensões  pagas pelo Estado, pois um reformado fumador  passa-se  para o outro lado mais rapidamente, aliviando assim o défice.

Humor negro?

Da definição de roubo

Os grupos parlamentares que suportam os indigentes mentais do governo, indignaram-se porque o PCP apresentou uma proposta conducente à reposição dos feriados "roubados".  Os deputados consideram que eliminar feriados, aumentar  horários de trabalho, diminuir os dias de férias, cortar salários e pensões não é  roubo. Dizem que se trata de interesse nacional!!!
Deve ser também por causa desse interesse nacional que o governo continua a injectar dinheiro no BPN e a perdoar dívidas a algumas empresas, entre as quais se encontra o caso bizarro de uma pertencente a Luís Filipe Vieira  cuja dívida de 19 milhões foi assumida pela Parvalorem que, por sua vez, recebeu  dinheiro do Estado para pagar a dívida.
A noção de roubo desta gente que se instalou na manjedoura do poder é muito sui generis:
Se  um  tipo assaltar um supermercado ou um banco é roubo. 
No entanto, se os ladrões forem  Oliveira e Costa, Dias Loureiro  ou qualquer outro elemento da pandilha de Cavaco, já não se trata de roubo. E se for, deixa-se prescrever para não causar problemas.