segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Gato preto



De regresso à zona de conforto pego no carro ancorado na garagem há mais de um mês, para ir visitar a minha Mãe. Ainda não tinha percorrido 500 metros, quando um gato preto se atravessa à minha frente. Ao perceber a minha aproximação não recua, nem estuga o passo. Fica parado a olhar-me fixamente, em tom de desafio. Afrouxo. O gato preto retoma o seu caminho. Atravessada a rua parou e voltou a olhar-me fixamente. Adoro gatos, mas este encontro deixou-me bastante desconfortável, porque me lembrei de uma série de coisas tenebrosas que a minha mãe me impingia sobre gatos pretos, quando eu era miúdo. A minha Mãe detestava gatos pretos.

Da irrevogável falta de vergonha!



Aquela coisa irrevogável que obteve um salvo conduto de vice primeiro ministro para poder gamar os portugueses sem problemas de consciência, foi este fim de semana a Espanha dizer que os socialistas eram bons a gastar o dinheiro dos outros, mas quando o dinheiro se acabava pediam aos populares para  governar. 
Este javardolas quer convencer-nos que está no governo a ser poupadinho? Vai enganar o Jacinto Leite Capelo Rego que te andou a alimentar os vícios, Paulinho! É claro que fazer essas afirmações num encontro de um partido irmão, cujo líder também  andou anos a receber dinheiro por baixo da mesa, tem um efeito agregador. Os ladrões e os mafiosos têm um código de conduta e Portas respeitou-o em Madrid, como seria de esperar.  O problema é que a verdade desmente Paulo Portas, quando diz que está a ser poupadinho e a ensinar os portugueses a aforrar. Sempre que esteve no governo, o seu nome ficou ligado a negócios pouco claros e, aqueles que se lembram da Universidade Moderna, sabem que não é só na vida política que Portas está envolto em suspeitas. 
Neste governo, Paulo Portas não está a poupar. ( E nem falo das inúmeras viagens que fez, sem olhar a gastos. Quando se trata de "representar" o governo português, esta gentalha gosta de se fazer passar por rica e gasta desmesuradamente. Pobrezinhos são só os súbditos...) Portas está no governo a roubar com a maior desfaçatez pensionistas e trabalhadores, dizendo que está a defender os interesses do país. Será que Paulo Portas confunde os interesses do país com a sua vaidade pessoal? Será que daqui a uns tempos, quando sair do governo, Portas poderá dizer que, tal como os portugueses, também ele empobreceu durante este período negro em que um grupo de bandidos desbaratou o património do país vendendo-o a preço de saldo? Será que Portas e toda a escumalha que andou a vender o país a retalho pode garantir ( e fazer prova concludente) aos portugueses que não teve qualquer benefício com a venda do património do Estado?
Se isso acontecer, aqui estarei para me penitenciar.