quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Ai acredito, acredito!

Há quem recuse liminarmente a ideia de reencarnação. Eu não só não a recuso, como acredito firmemente que um dia hei-de voltar a este (ou outro...) planeta para desempenhar outro papel no Teatro da Vida. É difícil encontrar argumentos para defender a reencarnação mas, por vezes, surgem exemplos irrefutáveis. Como o caso deste c..... que voltou a repimpar-se em Belém, trajando agora à civil e com BI falso. 

A arte do desenrascanço

Demos então de barato aquilo que a direita, apoiada por uma comunicação social serôdia e manipuladora, vem afirmando até à exaustão: Sócrates levou o país à bancarrota ( nem vale a pena lembrar que, antes da crise, o défice tinha baixado para 2,8%, porque isso não interessa nada) e é o culpado de todas as desgraças que vieram a seguir.
Que se esperaria de um governo de direita? Que tirasse o país da situação em que o malvado do Sócrates o deixou e lutasse, junto dos nossos credores, para que a dívida fosse paga de forma a não obrigar os portugueses a uma austeridade ignóbil. Que fizesse ver aos credores que Portugal, para  pagar a dívida, não poderia entrar em recessão nem destruir a sua economia. 
Mas o que fez a direita? Viu uma bela oportunidade para arranjar emprego nas instituições europeias, obedecendo cegamente às ordens dos credores. Tratou da vidinha e dos interesses próprios e marimbou-se para os portugueses, condenando-os definitivamente à pobreza. Desbaratou o nosso património, vendendo-o a preços de saldo, obrigou-nos a pagar os desmandos e vigarices dos amigos do sr. Aníbal e, do alto da sua imensa hipocrisia, insensibilidade e desdém pelos portugueses, disse:
" Nem sonhem em voltar a viver como antes da crise. Isso só é possível para nós e para os que nos forem fiéis".
Os portugueses amouxaram e, felizes da vida, acreditam que melhores dias hão-de vir e se hão-de desenrascar, porque há sempre maneira de fugir ao fisco ou de enveredar pela economia paralela. Um português nunca se atrapalha. Como povo é inexistente. É uma abstracção. Mas quando trata de defender o seu território de influência, o tuga não vacila. Seguindo a metodologia  do "Cada um que se safe por si", entrincheira-se na defesa dos "exlusivamente seus" direitos e, de dedo em riste, dispara em todas as direcções,  acusando os outros de serem responsáveis pelo estado a que isto chegou. 

Conversas com o Papalagui (71)

- Olá tuga! Parabéns por se estarem quase a ver livre da troika!
- Uma grande vitória do Passos Coelho, sem dúvida!
- E agora vão ter um programa cautelar, ou uma saída à irlandesa?
- Ó Pa, ainda é muito cedo para se saber!
- Cedo? Mas a troika não se vai embora já em Maio?
- Vai... mas até lá ainda falta muito tempo e o governo pode decidir da melhor maneira, adiando a decisão.
- Falta muito tempo? Mas um assunto tão importante para Portugal não devia ser planeado com antecedência?
- Ora, ora! Nós também vamos ao Mundial do Brasil em Junho e só em meados de Maio é que o Paulo Bento divulga os 23 seleccionados...