segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

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Eu já tinha defendido o mesmo. Pelo menos D. Januário ouviu-me..

Quanto vale um deputado?

Na sexta-feira, a AR foi palco de um número circence da mais fina estirpe. Um grupo de deputados  do PSD ( ao que me apercebi, a maioria mulheres) votou contra a sua consciência e teve o descaramento de fazer uma declaração de voto, confirmando que não votou de acordo com aquilo que pensava, mas sim em obediência ao que o partido lhes impôs.
A maioria destes/as arrependidos tem certamente formação cristã, pelo que estou em crer que fizeram a declaração de voto com o mesmo arrependimento com que se dirigem ao confessionário para pedir perdão por terem encornado o cônjuge eleitor. Sabem perfeitamente que irão continuar a cometer adultério, mas  inspirados na sabedoria popular " o bem que sabe, pelo mal que faz", pediram a absolvição cientes de que serão perdoados pela justiça terrena.
Gostava que alguém me explicasse o que ganha o país, quando paga chorudos salários a gente sem princípios, sem ética e sem moral, cujo único objectivo é apascentar-se à mesa do orçamento, enquanto corta nas pensões e nos salários dos funcionários públicos. Deputados desta estirpe não valem um chavo e deveriam ser obrigados a restituir os seus salários, desde o dia em que foram eleitos, antes de serem expulsos do Parlamento.Emporcalham a democracia, a vida partidária e o país.
Casos há em que os deputados podem argumentar que votaram contra a sua consciência, porque puseram à frente das suas convicções o interesse do país. Não foi o caso de sexta-feira. Aqueles deputados que garantem ter violado a sua consciência, em obediência aos interesses do partido, apenas tiveram um propósito: defender o seu tacho de deputado, à custa do qual alcançam outras prebendas. E, por favor, não me venham dizer que uma  gaja  que afirma isto é muito séria e honesta. Se fosse, tinha extremado a sua posição e tinha-se demitido do cargo de vice-presidente do partido se, por acaso, tiver votado contra  a proposta de referendo ( o que parece não ter acontecido)  Mas como pode uma ex-colaboradora de Vale e Azevedo, que rasgou as vestes em público para defender a honra do ex-presidente do SLB, ser uma pessoa honesta, quando admite quaisquer sevícias, a troco da protecção de quem lhe paga o salário ao final do mês?