sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Sindicalismo boomerang

Não pertenço ao grupo dos que  são a favor das greves, desde que não os afecte. Nem a essoutro grupo para quem as greves só são compreensíveis se não prejudicarem os interesses de terceiros. Isso não existe.
Esclareço, ainda, que a greve da TAP não me afecta,pois só viajarei a 4 de Janeiro e para um destino a que a TAP (infelizmente) não chega.
Finalmente, no caso de algum leiotr mais desatento ainda não ter reparado, considero a privatização da TAP um crime contra o País e defendo que tudo deve ser feito para a evitar. Incluindo a greve acordada entre todos os sindicatos e que visa,também, defender os interesses de todos os portugueses que não sejam néscios, nem tenham interesses ocultos na privatização da TAP.
Dito isto,devo dizer que considero a greve dos pilotos da TAP, marcada para os dias 27 a 30 de dezembro um acto de profunda irresponsabilidade ( para não dizer estupidez) que só favorece os interesses do governo.
Marcar uma greve para um período em que um grande número de emigrantes e imigrantes viajam para passar as festas com a família, significa angariar simpatias em defesa da privatização da empresa e fortalecer a posição do governo.
Se os sindicalistas não percebem isso, o melhor é demitirem-se das suas funções, porque com esta decisão estão a prejudicar milhares de portugueses e o país.
Coelho deve estar a rezar a todos os santinhos, para que a greve não seja desconvocada.

3 comentários:

  1. Eu não diria melhor. Totalmente de acordo.

    ResponderEliminar
  2. Por princípio sou contra a greve (como conceito), os primeiros prejudicados são precisamente quem a faz, porque como temos sindicatos de pacotilha que não pagam os dias de greve, logo quem a faz, não recebe o correspondente vencimento, acho que é difícil dar um pior tiro nos pés. Isto para não falar que as greves só causam transtornos e prejuízos e num país que se encontra em grave crise económica, não me parece que seja com greves que a situação possa melhorar. Também penso que quem está mal, que se mude.
    Mas atendendo a que a greve é um direito constitucional, e admitindo que se pode usar, o seu uso deve ser criterioso, até para não banalizarmos a greve.

    Nesta greve em concreto parece-me completamente censurável usa-la, não para reivindicar as clássicas melhores condições laborais e/ou salarias, que no fundo são a verdadeira essência da greve (conceito), mas sim para forçar o governo a adoptar uma política, neste caso de não privatização da TAP.

    Quanto à privatização da TAP, não tenho uma opinião completamente formada. Se por um lado é importante ter um «companhia aérea de bandeira» que não se oriente por critérios puramente comerciais e crie rotas fundamentais para os portugueses, como por ex. as ligações aéreas do continente para os Açores e nos Açores, que eram de início (não sei se ainda são) deficitárias, mas eram muito importantes até em termos de identidade nacional dos ilhéus e de coesão nacional.

    Por outro lado também me parece óbvio que uma companhia aérea ou outra qualquer, que não dê lucro, mais tarde ou mais cedo terá que fechar as portas. E não me parece que Portugal esteja em condições económicas de suportar os quase constantes prejuízos da TAP. Infelizmente nos últimos 2/3 anos tenho assistido com preocupação a uma patente degradação do serviço da TAP, como por ex. vôos atrasados, «caterings» miseráveis e até hospedeiras antipáticas. Se houver algum privado que pegue nela e consiga pôr a TAP a dar lucro e a funcionar bem, então porque não privatizar a TAP? Também há países que não tem «companhias de aéreas de bandeira» e vivem muito bem sem elas.

    Ou seja, há argumentos validos para privatizar ou não a TAP.

    Quanto a esta greve, é capaz de ter razão Carlos, o governo deve estar a esfregar as mãos de contente para assim poder voltar o povo contra a TAP e assim facilitar a sua privatização.



    ResponderEliminar