segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O último fôlego?

Na sexta-feira, depois da detenção de dezenas de activistas, tudo indicava que as coisas tinham serenado e a onda de protestos estava prestes a esvaziar-se. Durante o fim de semana, porém, recrudesceram os protestos e geraram-se cenas de violência, num crescendo preocupante.
Os governos de Hong-Kong e Pequim parecem estar a perder a paciência e, à distância, começo a temer o pior. 
Ninguém parece querer ceder e, nestas circunstâncias, é previsível que a corda rebente para o lado do mais forte. Ninguém em HK, ou Pequim, deseja que a violência culmine num banho de sangue, porque isso fragilizaria não só o governo do Território mas, principalmente, a liderança de Pequim. As próximas horas poderão ser decisivas. Num último (?) fôlego, os activistas tentam obrigar Pequim a ceder, mas ninguém acredita que isso aconteça. Pequim não quer perder a face, porque seria dar força a outros movimentos de contestação noutras regiões do país.
As próximas horas são decisivas e espero que Washingto, Bruxelas e Berlim se mantenham  à margem dos acontecimentos, pois qualquer manifestação de apoio aos activistas pode provocar a ira de Pequim e precipitar os acontecimentos de forma trágica. Pequim não hesitará em usar a força para manter a ordem em HK, mas isso trará custos incalculáveis para a economia do Território e abalará a credibilidade do governo de Pequim.

4 comentários:

  1. Não confio muito nesses chineses (de Pequim) tão violentos... Os orientais assustam-me um bocado por diferentes - passe o laivo de xenofobia....

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  2. Não haverá nenhum banho de sangue, Carlos.
    Tarde ou cedo, haverá compromissos, cedências.
    Que têm que vir dos dois lados.

    Interferências?
    Claro que há.
    Há interferências em Hong Kong, como há na China, na América, em todo o lado.
    Como dizia o outro - é a vida...

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  3. Um regime que atira a matar (Tianammen 1989) sobre o seu próprio povo, não é de fiar. De resto é inacreditável como em pleno séc. XXI e 15 anos após a queda do muro de Berlim, ainda exista um regime criminoso como o chinês no activo.

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  4. Rectificação: O muro de Berlim caiu há 25 anos e não 15 anos como por erro escrevi, mas isso infelizmente só torna ainda mais inacreditável a existência de regime criminoso como o chinês no activo.

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