terça-feira, 30 de dezembro de 2014

A Entrevista

Como era de esperar o filme "Uma Entrevista de Loucos" é considerado, por quem já o viu, uma grande merda. Não fora o  acto de sabotagem à Sony, de que é alegadamente responsável o líder norte coreano, o filme passaria sem grande destaque pelas salas de cinema. A própria Sony terá percebido isso e este alegado ataque veio mesmo a calhar para promover o filme e .
Posto isto, quero dizer que acho tão plausível que o ataque seja da responsabilidade de Kim Jong Un, como alguém dizer que em tempos eu fui para a cama com a Marilu. 
Um apontamento final: pelo que tenho lido, o filme ridiculariza de forma demasiado aviltante o líder de um país. Independentemente de Kim Jong Un ser um ditador execrável, pergunto como reagiriam os líderes ocidentais se um cineasta russo ou chinês,  por exemplo, fizesse um filme em que enxovalhasse Juncker, Merkel ou Obama? 
Pergunta ainda mais difícil: se o filme até fosse bom e pusesse o dedo na ferida, ridicularizando lados obscuros  da personalidade desse líder a sua exibição seria permitida ou, alegando a necessidade de respeitar a dignidade do visado, seria simplesmente catalogado como um insulto, justificando assim a sua proibição?

4 comentários:

  1. Sou levada a dizer que quase todos os governantes são execráveis. Ninguém sabe a maioria dos crimes que se passam nos meandros da política, do SNA dos EUA. De que serve o presidente fingir que toma medidas (muito menos do que aquelas que disse que tomava), se não servem para nada. Elas não passarão nas Câmaras. E se passassem logo haveria quem as boicotasse. A Google está a trabalhar para o SNA e todos nós somos espionados por eles. Talvez eles até sejam responsáveis por a Coreia do Norte estar como está. Assim como a Síria (que é fundamental para muitos) e o que tem acontecido depois da chamada primavera árabe. As ofensivas dos EUA, as suas manobras militares e políticas em todo o mundo, já mataram mais gente e já destruíram mais países que toda a Al-Qaeda e jiadistas destruirão. Não é só a Merkel que manda na UE. Os bancos americanos talvez mandem mais. Pode crer, e sabe com certeza que isto não está nada bem. A globalização que já está só na mão de um e meio, tem de acabar dentro de pouco mais de uma dezena de anos. Terá de haver uma nova ordem internacional, porque isto assim não poderá continuar.

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  2. Independentemente de se tratar do tratante da Coreia do Norte, um filme que retrata um plano para assassinar um líder de um país é uma idiotice.
    Que só pode ter uma explicação - $$$$
    Não contem comigo!

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  3. Quanto me revolta esta situação...O poder domina a justiça e estes acobardam-se.
    Já aconteceram outros casos e vamos continuar... Prescreveu...

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  4. Inicialmente e até ingenuamente, estava a levar este filme a sério, o argumento por incrível que possa parecer, era potencialmente interessante e plausível, pensei até tratar-se de um bom filme de espionagem. Mas depois de ver um trailer de 2 minutos no youtube, apercebi-me que o filme era uma palhaçada que não era para ser levado a sério.

    Infelizmente poucos perceberam isto. Incluindo a própria Coreia do Norte, que ao pronunciar-se sobre este filme a criticá-lo violentamente, fez uma gigantesca publicidade gratuita ao filme. Bem como todos os que disseram mal do filme. E a Sony percebeu muito bem isto.

    «Um apontamento final: pelo que tenho lido, o filme ridiculariza de forma demasiado aviltante o líder de um país. Independentemente de Kim Jong Un ser um ditador execrável, pergunto como reagiriam os líderes ocidentais se um cineasta russo ou chinês, por exemplo, fizesse um filme em que enxovalhasse Juncker, Merkel ou Obama? »

    Simplesmente não deviam ligar nada. Também se vivemos num mundo onde a liberdade de expressão não é um conceito vão, tais coisas deviam passar simplesmente ao lado, ou até serem um «não assunto».

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