segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Quando de Espanha sopram bons ventos

Cresci a ouvir dizer que “De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento”. Com as alterações climáticas as coisas mudaram e, por estes dias, dos nossos vizinhos  sopram ventos  que nos trazem bons exemplos, que devíamos seguir por cá.
Quando há poucas semanas  rebentou o escândalo de corrupção em  Espanha, o primeiro ministro Rajoy  veio de imediato pedir desculpa a todos os espanhóis. Por cá houve corrupção no caso dos submarinos  (  como os tribunais alemães provaram), mas na AR os partidos da maioria garantem que foi tudo normal.
Neste momento há suspeitas de corrupção no caso dos vistos gold. Já houve detenções, mas o primeiro ministro mantém-se mudo e quedo , o vice-pm mentor da ideia idem e, até agora, apenas uma directora-geral, com fortes ligações a um ministro ( sócia de Miguel Macedo num escritório de advogados), se demitiu.Outros dois terão apresentado a demissão, mas Paula Teixeira da Cruz ainda não reagiu.  
O vice pm , mentor da ideia, assobia para o ar, mas não tira consequências políticas deste caso onde há já a certeza de ter havido corrupção, falta apenas saber quem são os seus agentes.
Miguel Macedo tirou ilações políticas e teve a dignidade de demitir-se. Embora já o devesse ter feito, logo após a manif dos polícias, é o único a ficar bem na fotografia nestes dias conturbados.
Há dias,  Eanes apontou o dedo aos portugueses, lembrando que a democracia não se reduz a eleições de  quatro em quatro anos.  É um processo contínuo, que exige do povo uma vigilância e acção constantes. 
Assim como os espanhóis, nós também PODEMOS. Infelizmente, não queremos. 

4 comentários:

  1. Por cá fecham-se as "portas" para não deixar entrar o vento!

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  2. O que me espanta, ou nem por isso, é o biltrezinho do "alegado" primeiro ministro não ter aceitado de imediato o pedido de demissão do Miguel M, dando-lhe uns dias para pensar....este azeiteiro não tem nenhum sentido de estado!

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  3. Num caso que tresanda a corrupção, a atitude política de Macedo cai bem.
    Já a conversa do mesmo a justificar o pedido de demissão dá-me vontade de rir.
    O primeiro qualquer coisa (primeiro-ministro, creio) uma vez mais demonstrou a sua teimosia mas não foi longe. Nem poderia ir.

    Tal com alguém disse 'yes we can' e, recentemente, 'Podemos', os portugueses deveriam abandonar o tão saboroso estado de conforto, que o não é, e pensar em algo no género.
    E que não venha a tal nova 'paineleira' do 'Barca do Inferno' falar em extrema esquerda.

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  4. Repito, Carlos - o que ele fez é que devia ser regra.
    Infelizmente, é excepção.

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