terça-feira, 4 de novembro de 2014

Indignados

Há por aí muita gente escandalizada, porque um professor luxemburguês proibiu os alunos portugueses de falar a língua materna nas aulas. A decisão foi apoiada pela ministra da família do Luxemburgo.
Como reagiriam esses indignados ( a começar pela Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo, que rotulou a decisão de "castradora") se, nas escolas portuguesas, os alunos fossem proibidos de falar crioulo ou russo?
Tenho a impressão que aplaudiriam. E bem!
A preservação da língua materna é um direito, mas permitir que ela seja falada livremente nas aulas é um factor de perturbação e prejudica o desempenho escolar o que, na idade adulta, irá dificultar a integração.

6 comentários:

  1. As crianças têm que se integrar nas comunidades e nas escolas, Carlos.
    As minhas filhas andam numa escola com língua veicular inglesa e com ensino complementar do mandarim.
    Português falam em casa, como é óbvio.
    Boa semana

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  2. As pessoas reagem com o coração e nunca com a cabeça...

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  3. Estou a ver mal ou esta é uma não notícia?

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  4. A questão não está aí, a meu ver estará no tipo e quantidade de castigos a que sujeitam as crianças, algumas do infantário.

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  5. Carlos concordo em parte com o que escreveu. As aulas tem de ser sempre dadas na(s) língua(s) oficial(ais) do respectivo país.
    Mas pelo que eu li, as crianças foram castigadas por fora das instalações escolares e em plena via pública (embora numa visita de estudo) estarem entre elas a falar português. E com isso não concordo. Faz lembrar o Franco que proibia que se falasse basco, catalão e galego em qualquer circunstância.
    Em suma concordo que nas aulas assim seja, mas entre as crianças, mesmo dentro da escola e fora das aulas não podem ser proibidas de falar entre elas na sua língua. Caso contrário, estamos perante um atentado a sua liberdade e uma clara atitude xenófoba.

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