terça-feira, 11 de novembro de 2014

Assomo de criatividade: Paula, a vaca e o pote da marmelada



Suponhamos que, por um azar dos Távoras, eu era atacado pelo vírus da excentricidade e criatividade que penetrou nos neurónios de Pires de Lima na última sexta feira e escrevia aqui:
A ministra da justiça é uma grande vaca. Despediu  dois funcionários da PJ por ela requisitados e apresentou queixa na PGR, por suspeita de actuação ( negligente? Sabotadora?) que visava desacreditar a sua excelsa reforma, impedindo o normal funcionamento do Citius.  Vinte e quatro horas depois de a PGR ter ilibado os referidos funcionários de qualquer responsabilidade, a ministra não só não apresentou um pedido de desculpas,  como continua a exercer o cargo sem daí tirar quaisquer ilações políticas. Ao contrário do que afirmara, quando apresentou queixa". 
Apesar de a minha reação encontrar eco em muitos portugueses que foram lesados com a desastrada reforma de Paula Teixeira da Cruz, se eu escrevesse  aquela frase, corria três riscos:
- Ser processado pela Sociedade Protectora dos Animais, por ter insultado  as vacas;
- Ser desmentido pelo pm que, em comunicado elaborado no gabinete do ministro Maduro, garantiria que a ministra apresentou o pedido de demissão, mas ele recusou, porque mantém a plena confiança na ministra;
- Ser processado pelo MP por ter insultado a ministra.
Não correria , portanto, esses riscos. Optaria por chamar palhaça à ministra já que, segunda a douta jurisprudência, chamar palhaço a alguém não é insulto, mas sim um desprestígio para a classe profissional dos palhaços.
Diga-se, em abono da verdade, que PTC não é vaca, nem cabra, nem palhaça. É apenas um modelo da postura comportamental deste governo onde reina a podridão moral, há uma clamorosa falta de ética e, acima de tudo, uma incomensurável falta de vergonha.
Neste governo que PPC anunciou em campanha pré- eleitoral não estar interessado em ir ao pote, todos se comportam como o miúdo apanhado pela mãe com a mão no pote de marmelada:
“ A culpa não é minha, mamã! Foi a mana que mandou!”

14 comentários:

  1. Foi muito bem escolhido, este grupo de ministros: são todos uns covardes e uns canalhas - e não consigo encontrar palavras mais fortes que estas para expressar a minha indignação!

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    1. Justine, suponho que conheces tão bem a minha "má criação", como eu conheço a tua boa educação.
      Assim sendo, já deves imaginar que eu consigo encontrar essas palavras, apenas por respeito ao Carlos aqui as não uso.
      Mas já as usei e continuarei a usar nos meus espaços públicos - que me venha cá prender...pouco me importa...

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  2. São todos uns cómicos, palhaços , a começar por aquela " peça" que vai do Possolo até Belém...este , faz uma pergunta sobre o que é preciso fazer ( para não acontecerem coisas como na PT ) e aparece na TV , bem apanhado, a condecorar o Bava....
    M.A.A.

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  3. Por será que esta canalha pertence toda ao grupo dos retornados vingativos que estavam habituados a chibatar nos pretos? E eu que cheguei a ter pena dela quando lhe morreu o filho de repente e o marido apesar de doente, mas cheio de dinheiro do BCP, a trocou por outra mais nova. Afinal ela também arranjou logo quem lhe protegesse a carreira.

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  4. "O Jumento" é da mesma opinião, mas fornece mais dados. http://jumento.blogspot.pt/2014/11/demita-se-ministra-incompetente-e.html

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  5. Está tudo dito neste seu post e eu subscrevo totalmente.
    Um abraço
    Irene Alves

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  6. Já eu, que não sou dado a essas coisas da culinária, prefiro os marmelos e fazer a marmelada com as minhas próprias mãos.Sou um marmeleiro em casa própria.

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  7. As vulgaridades de uma rapariga loira....

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  8. Montes de razão, meu caro. A "loira", como tu lhe chamas, continuará ministra porque nem ela, nem o ex-consultor da Tecnoforma têm um pingo de vergonha. Num ponto discordo de ti: a "loira" não é a última instância no processo disciplinar que mandou instaurar, pois os funcionários visados podem sempre recorrer para os tribunais administrativos da decisão que a "loira" possa vir a tomar. Antecipo que caso a "loira" venha a optar por uma qualquer sanção disciplinar, vai levar novamente "sopa". Digo isto, porque a rapidez com que o inquérito-crime foi arquivado só pode ter um significado: a acusação da "loira" não tem ponta por onde se pegue. Lá no meu sítio deixei a este propósito uma recomendação : já que a não demitem, ao menos mediquem-na.

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    1. Esta gentinha não tem ponta de vergonha
      http://expresso.sapo.pt/responsavel-que-denunciou-sabotagem-no-citius-nunca-acreditou-nela=f897664
      MCarmo

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  9. Insultar certas pessoas é pouco, comparado com os insultos, ofensas e desrespeitos que pautam a sua conduta...

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  10. Agora vem o paleio de jurista, Carlos.
    O processo disciplinar é independente do processo criminal.
    Quantas vezes já vi situações semelhantes a esta!
    Está correcto, politicamente correcto?
    Tenho sempre respondido que não.
    Mas é perfeitamente possível e useiro e vezeiro

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