terça-feira, 26 de agosto de 2014

Os invisíveis

"Há uns anos as páginas do jornal que se dedicavam às questões da área económica chamavam-se "trabalho", depois passaram a "economia", e recentemente algumas delas apelidavam-se "negócios". Às pessoas que trabalhavam nas empresas chamavam-se "trabalhadores", passaram rapidamente a "empregados" e actualmente é norma chamar-lhes "colaboradores". Quem não perceber que estas mudanças não são inocentes e tentam cristalizar uma perda de poder na sociedade de quem trabalha merece pagar os prejuízos do BES por burrice crónica".
(Nuno Ramos de Almeida in jornal i)

5 comentários:

  1. Os não burros também pagarão, essa é a verdadeira questão!
    É que os não burros não se diferenciam dos jumentos, a não ser nos lamentos...

    E a luta, pá?

    ResponderEliminar
  2. Pois a mim apetece-me dizer ao NRA, que não é por aí que o gato vai às filhoses.
    Todos falam, mas ninguém aponta soluções! A burrice crónica há muito que se instalou e não surgiu agora, por culpa do BES...
    Novas denominações? Há-as aos milhões...

    ResponderEliminar
  3. Carlosamigo

    O texto tem que se lhe diga. Curto, mas é bom analisá-lo.

    Porém hoje quero tratar de outro assunto, o segundo Orçamento Rectificativo. Ou seja o (des)Governo rectificou o que já rectificara. Porra, que é demais...

    E se houver tempo e mais necessidade, Coelho & Portas ainda chegam ao terceiro . Que isto de rectificar é como a pescada que antes de o ser já o era. E o vestido...

    Abç

    ResponderEliminar
  4. Estes eufemismos são engraçados, Carlos.
    George Carlin tinha razão - vão-se desumanizando as pessoas, as tarefas, o Mundo.
    Aparentemente de modo inocente.

    ResponderEliminar