sexta-feira, 22 de agosto de 2014

O mistério da praia do Meco

Já aqui escrevi que não gosto de praxes, mas tive  sempre o cuidado de não opinar sobre o caso do Meco. Quando a tragédia aconteceu, lembrei-me imediatamente de um caso ocorrido na Boca do Inferno, nos anos 60, em que a imprensa  da época deu como certo um crime que, afinal, não foi mais do que um acidente estúpido.
Não sei se as vítimas do Meco morreram na sequência de uma praxe, se tudo foi um acidente. Parece, no entanto, bastante claro, que nenhuma delas estava lá obrigada. 
O processo foi arquivado, o "suspeito" deu uma entrevista à "Sábado" (que não li) e o caso parecia arrumado. As famílias é que não se conformaram com a decisão ( como eu compreendo a dor de quem perde um filho, ainda por cima naquelas circunstâncias...) e a TVI, ontem, ressuscitou o caso com dados novos. Muito preocupantes para quem se esforça por acreditar na Justiça.  
Se as dúvidas levantadas forem verdadeiras, o que se está a passar é muito grave e levanta uma questão: o que levou o Procurador a fazer aquela afirmação nos autos?

4 comentários:

  1. Nunca se saberá como aconteceu semelhante tragédia mas, de facto, eram todos adultos e capazes de se recusarem a fazer algo que lhes parecesse perigoso! Podiam é não ter avaliado bem o perigo...
    Como eu compreendo a dor dos pais! :(

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  2. Acredito que se tenha tratado de um acidente, não consigo equacionar outra possibilidade, só questiono o facto de o jovem sobrevivente não ter tido a disponibilidade de falar sobre o assunto, atempadamente.

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  3. Eu não ponho de parte que apesar de ser um acidente, haver muita coisa mal explicada...

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  4. Nem falo da dor dos pais. Por motivos óbvios. Concordo com eles ao quererem levar o assunto o mais longe possível.
    Que o caso foi mal acompanhado por quem de direito, é fácil de constatar.
    Que o João Gouveia não falou por questões de ordem táctica, parece-me evidente.
    As dúvidas sobre o Procurador são legítimas.
    O caso ainda é caso e, como se vai vendo, teremos assunto para algum tempo.

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