quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A parte da entrevista de Ricardo Salgado que a imprensa portuguesa não reproduziu

A entrevista de Ricardo Salgado ao Estado de S. Paulo foi amplamente divulgada na nossa comunicação social (seguindo lema do jornalismo lusitano: sempre é mais fácil - e mais barato-copiar/reproduzir o trabalho dos outros, do que pagar a jornalistas a sério).
Estranhamente, nenhum jornal, rádio ou televisão reproduziram a resposta de Ricardo Salgado, quando a jornalista lhe perguntou:
- O BES foi nacionalizado depois do 25 de Abril. A família, segundo constava então ficou mal da vida e, menos de uma década depois,  comprou o banco de volta. Como conseguiu esse milagre, dr Espírito Santo?
- A explicação é um pouco longa e pode até parecer estranha, mas vou contar para si pela primeira vez, porque em Portugal nunca um jornalista me colocou essa pergunta.
Um dia, estava eu aqui no Brasil trabalhando duro, decidi sair mais cedo do trabalho e fui jogar golfe! Quando estava a escolher o taco, notei que havia uma rã perto dele.
A rã disse:
- Croc-croc! Taco de ferro, número nove!
Eu achei graça e resolvi provar que a rã estava errada.
Peguei no taco que ela sugeriu e bati na bola. Para minha surpresa a bola parou a um metro do buraco!
- Uau!!! - gritei eu, virando-me para a rã - Será que você é a minha rã da sorte?
Então resolvi levá-la comigo até ao buraco.
- O que é que acha, rã da sorte?
- Croc-croc! Taco de madeira, número três!
Peguei no taco 3 e bati. Bum! Directa ao buraco!
Dali em diante, acertei todas as tacadas e acabei por fazer a maior pontuação da minha vida!
Resolvi levar a rã p'ra casa e, no caminho, ela falou:
- Croc-croc! Las Vegas !
Mudei o caminho e fui directo para o aeroporto!
Nem avisei a minha mulher!
Chegados a Las Vegas a rã disse:
- Croc-croc! Casino, roleta!
Evidentemente, obedeci à rã, que logo sugeriu:
- Croc-croc! 10 mil dólares, preto 21, três vezes seguidas.
Era uma loucura fazer aquela aposta, mas não hesitei. A rã já tinha credibilidade.
Coloquei todas as minhas fichas no 21! Ganhei milhões! Peguei naquela massa toda e fui para a recepção do hotel, onde exigi uma suíte presidencial.
Tirei a rã do bolso, coloquei-a sobre os lençóis de cetim e disse:
- Rãzinha querida!  Não sei como te pagar todos esses favores!  Fizeste-me ganhar tanto dinheiro que ser-te-ei grato para sempre!
E a rã replicou:
- Croc-croc! Dê-me um beijo! Mas tem que ser na boca!
Tive um pouco de nojo, mas pensei em tudo que ela me fez e acabei por lhe dar o beijo na boca!
No momento em que eu beijei a rã, ela transformou-se numa linda ninfa de 17 anos, completamente nua, sentada sobre mim. Ela foi-me empurrando, devagarinho, para a banheira de espuma...
- Ei, doutor! Cê está pensando que sou babaca?- interrompeu a jornalista. Essa história não tem pé nem cabeça...
" Eu juro que foi assim que consegui dinheiro para a minha família recuperar o BES", - retorquiu Ricardo Salgado 
- Bem, doutor, melhor mesmo é passar adiante porque não vou vender aos meus leitores histórias sem jeito como essa. A imprensa brasileira é séria, o Estado de S. Paulo não é o Diário Económico, nem aqui temos jornalistas como o José Gomes Ferreira da SIC.
- Pois fique sabendo, sua jararaca, que em Portugal os jornalistas acreditam em tudo quanto eu digo. E o
Presidente da Comissão de Ética da AR, o presidente do banco de Portugal e  todos os deputados.   E fique ainda sabendo que,  quando eu contar esta história em Tribunal,  todos os juízes, incluindo os membros do Supremo Tribunal de Justiça, vão acreditar!
( Post adaptado a partir de um texto, recebido por mail)

3 comentários:

  1. Neste texto só há uma afirmação inverossímil: a da imprensa brasileira ser séria!

    O resto terá respeitado tudo aquilo que eu tinha pensado...

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    1. Desculpe lá Rogério, mas fui reler o texto e não posso deixar de lhe fazer uma pergunta: Não acha que lá, como cá, há imprensa séria e bera?

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