terça-feira, 1 de julho de 2014

Vergastem-me que eu gosto!

Enquanto Cavaco Silva pedia clemência ao presidente alemão, dando-lhe garantias de que os portugueses aprenderam  a lição, Passos Coelho continuava a apoiar com entusiasmo as políticas de austeridade, pedindo sucessivas vezes aos algozes calvinistas:
 " Vergastem-me que eu gosto!"  
Já o pm italiano, Matteo Renzi, foi peremptório e bateu o pé a Merkel:
"Estamos fartos de austeridade. Ou temos valores comuns, ou fiquem com a vossa moeda"
Depois de uma discussão brava, Merkel desdobrou-se em elogios a Renzi.
Quando é que o Thomaz das Alcagoitas e o Coelho da Porcalhota compreendem que ser subserviente é, além de humilhante, uma traição aos portugueses?
Itália assume, hoje, a presidência da CE. Que tal Coelho e Cavaco trocarem umas impressões com Renzi sobre a Europa? Calma aí... não precisam de ir a Itália, falem pelo telefone. A partir de hoje, o roaming baixa 50%, é aproveitar...

4 comentários:

  1. Não me incomoda sobejamente a subserviência de alguns, o que me incomoda muito são as consequências dessa subserviência para os portugueses, pelo menos para aqueles que nunca e em momento algum se identificaram com esses srs. que se põem de joelhos perante a Europa.

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  2. Meu amigo, mas tu achas mesmo que essas criaturas vis e sem coluna vertebral, ainda por cima auto-considerando-se com uma missão a cumprir, tenham um pingo de vergonha e patriotismo?!

    Fica bem

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  3. Carlos, eu até gostava de concordar consigo nisto, mas temos de ver várias coisas:

    1.ª A Itália é um grande país e/ou um país grande. Tem quase 60 milhões de habitantes, Portugal tem só 10 milhões. A Itália tem 3 vezes a área de Portugal.

    2.ª A Itália é o 6.º ou 7.º país mais industrializado do mundo, Portugal deve ser o 40.º. A Itália tem a Fiat, a Alfa Romeo, a Lancia e a Ferrari e é altamente industrializada, sobretudo a Norte. Portugal quase não tem indústria e a que tem é em sectores predominantemente tradicionais.

    3.ª A Itália sempre foi vista mais ou menos como um país rico, faz até parte do G8, enquanto Portugal sempre foi visto como um país pobre e permanentemente em crise, uma espécie (desculpe-me a expressão) de «cú da Europa».

    Posto isto, parece-me que é muito mais fácil à Itália falar grosso à Alemanha, do que a Portugal.

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