segunda-feira, 23 de junho de 2014

Pausa para descontrair



Uma boa hipótese para descontrair é aproveitar a hora do almoço, ou o final da tarde, para ir até à Gulbenkian. 
Por estes meses de Verão, uma das várias razões para ir até lá, é a exposição “Artistas Comprometidos? Talvez”, que reúne obras de 21 artistas contemporâneos, brasileiros, mexicanos, argentinos, colombianos, guatemaltecos, mas também da África do Sul, Moçambique, Marrocos, Portugal, França e Áustria. 
As obras e os artistas escolhidos pelo curador António Pinto Ribeiro para esta exposição pretendem questionar de que forma pode o artista comprometer-se num mundo globalizado. “Como e com o quê?”, pergunta o curador no texto de apresentação da exposição. “Como as obras produzidas, sem reivindicarem qualquer localismo, podem ser gritos locais ecoando no universo, ou como um compromisso com a beleza ou com a linguagem pode contaminar vários horizontes políticos e sociais.”
Estendendo-se ao jardim, esta exposição vai apresentar, até dia 7 de setembro no Edifício Sede da Fundação Calouste Gulbenkian, mais de duas dezenas de obras recentes, algumas das quais inéditas, produzidas expressamente para esta mostra, em suportes diversos: fotografia, escultura, instalação, pintura, desenho, filmes e vídeo. Obras que se relacionam com o mundo contemporâneo, com todas as suas descontinuidades e as diversas configurações que os artistas lhe atribuem.

Outra razão para dar um salto à Gulbenkian  é a exposição de Aguarelas " O Traço e a Cor" que estará em exibição até dia 21 de setembro.
E já agora, aproveite para visitar o Totem, o espaço onde decorreu entre 20 e 22 de Junho a " Festa da Literatura e do Pensamento da América Latina", onde tive a honra de participar.
É  uma composição arquitetónica que pretende representar de forma abstrata a América do Sul, as suas cores, texturas e sons, funcionando como espaço de reunião, de encontro e de contemplação. Está instalado  no jardim, junto à entrada da Biblioteca de Arte.
Hoje à noite, uma boa alternativa à bola é assistir à estreia mundial  de Yvonne Kane, um filme de Margarida Cardoso rodado em Moçambique que gira à volta de uma investigação sobre as verdadeiras causas da morte de uma ex-guerrilheira e activista política. É às 22 horas, também na Gulbenkian.

1 comentário:

  1. É um dia inteiro na Gulbenkian, e parece-me que vai valer a pena!
    Obrigada pela lembrança

    ResponderEliminar