quarta-feira, 4 de junho de 2014

Memórias de Tian An Men



Há 25 anos estava em Macau. Já aqui vos descrevi o que senti naquele dia de tufão em que fiquei retido no meu quarto da Pousada de Mong Ha a ver, pela CNN, o que se estava a passar em Pequim. Até ao momento em que o governo de Pequim decidiu cortar a emissão, entenda-se...
Também já aqui dissertei sobre a reacção hipócrita do Ocidente. A ameaça de boicote durou pouco mais de 24 horas, porque  na semana seguinte, o governo italiano corria para Pequim, para assinar um acordo comercial com a China.
Os leitores mais assíduos saberão também já a minha opinião sobre o papel da China neste século XXI. Não tenho muito mais a escrever sobre o tema, porque a minha opinião não mudou.
Há coisas e momentos que a memória não apaga. Para a preservar, foi há semanas inaugurado um museu em Hong Hong, sobre os acontecimentos de 1989 em Tian An Men

Deixo-vos também as ligações para três artigos, com três visões diferentes, que me parecem interessantes sobre o tema
A estratégia chinesa- David Pilling  ( a análise)
Tinanamen 25 years- Ma Jian ( a memória de quem lá esteve)
25 anos depois, o que mudou?- do Pedro Coimbra ( a opinião de quem vive em Macau há duas décadas)

4 comentários:

  1. Gostei do título. Um homem...

    eu li isto sobre o tema também achei interessante :

    http://www.nytimes.com/2014/06/04/opinion/tiananmen-forgotten.html?ref=opinion

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  2. Uma infâmia que não se apaga(rá) nunca, por mais que o violento regime chinês o pretenda e a tremenda hipocrisia ocidental ( mais uma vez provada na situação actual da Ucrânia) dê a sua benção.

    Também recordei a data no facebook

    Fica bem, amigo.

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  3. Ver o banho de multidão que ontem, sob intensa canícula, se deslocou ao Largo do Senado em Macau, e a Visctoria Park em Hong Kong, fez-me ter a certeza que a memória de Tinanmen será preservada.
    Até porque a grande maioria dos milhares de pessoas que estavam nas ruas eram jovens.
    Faz bem à alma!

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  4. Eu estranho é que um país dito livro e democrático como Portugal, se venda aos assassinos-mores do mundo, não há que ter medo das palavras, é que eram os dirigentes chineses de 1989 e atrevo-me a dizer, continuam a ser nos dias que correm.

    Comigo não há negócios sem democracia e respeito pelos direitos humanos. Pena que o casmurro do Passos Coelhos e muitos outros políticos europeus e americanos não tenham percebido isso. Simplesmente não se negoceia com um regime que mata o seu próprio povo. NUNCA!

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