terça-feira, 10 de junho de 2014

Do fanico de Cavaco ao hemorroidal de Coelho

Há minutos, a Martinha telefonou-me a perguntar se eu sabia alguma coisa sobre o fanico do Cavaco. Eu, que até estava lá, esclareci-a que  Cavaco não teve nenhum fanico, mas sim uma reacção vagal.
A Martinha disse que eu estava maluco, porque quando uma pessoa desfalece é porque está sem reacção e, visivelmente incomodada, escarneceu sobre a minha condição de jornalista que, mesmo estando em cima do acontecimento, ainda sabe menos do que ela, que viu tudo na televisão.
" Foi mesmo um fanico, porque eu vi bem o que se passou na televisão!" - estrebuchou ela 
 Não insisti mais com a reacção vagal do presidente e disse à Martinha para ter em atenção as palavras daquele militar que falou à multidão que protestava e exigia respeito pelas Forças Armadas.( Não pelo presidente)
A Martinha, que ainda não percebeu nada do que se está a passar em Portugal perguntou-me se o Cavaco era militar e, sem esperar a minha resposta, afivelou-me outra pergunta:
- Olha lá Carlos, e qual foi o problema com o Passo Coelho?
- Não sei, não vi problema nenhum...
- Pois, vocês não vêem nada, são como os comentadores de futebol que depois de nós termos visto que não havia fora de jogo,  ficam à espera de 20 repetições para confirmarem que o árbitro tinha razão.  Mas eu, que vi tudo pela televisão, também te posso dizer que o Passos estava com um ataque de hemorroidal. Bastava olhar para a cara dele, para se perceber logo, mas vocês, jornalistas, que estão em cima do acontecimento, não vêem nada! Não estranharam que ele tenha cantado o hino de boca fechada? Aquilo eram as dores do hemorroidal, que não lhe permitiam abrir a boca, Carlos! Da próxima vez tens de me levar contigo, para eu te ajudar a perceber as coisas.
- Olha Martinha, tá bem, da próxima vez eu faço a cobertura dos acontecimentos do 10 de Junho diante do televisor, como fez um dia um camarada meu que fez a reportagem dos 21 dias da Volta à França, para um jornal, sem nunca ter saído de Paris.
- Esse teu camarada é que a sabia toda! Devias ter aprendido alguma coisa com ele.
- Tá bem, Martinha. Olha, agora vai buscar o cachecol e a bandeira, planta-te em frente ao televisor e começa a torcer por Portugal, porque hoje à noite há jogo e o mundial começa já na quinta-feira. Estas coisas do 10 de Junho não interessam nem ao menino Jesus. 
E foi assim que me desenvencilhei das inconveniências da Martinha e empreendi a viagem de regresso ao Porto.

6 comentários:

  1. Ah vocês, jornalistas, que não entendem as pessoas comuns :-))))))))

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  2. Garantidamente,a MARTINHA do Amigo Carlos,gosta de Pataniscas e de Carapaus fritos!
    A propósito de hemorroidas,ao princípio da manhã,li um arrazoado em forma de artigo,pretensamente analítico,de opinião,assinado por uma tipa que tem por hábito andar com um farrapo atado ao pescoço e é muito amiga de um tal Vale de Azevedo(este CARAMELO, não foi condecorado?)e,com a ajuda da Martinha,dou comigo a pensar se uma crise hemorroidal não estará afetando o cérebro da autora em apreço.Não tenho certezas.Só duvidas!

    Amigo Carlos,bom regresso à Cidade mais Linda do Mundo.



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  3. citei-o, pelo furo jornalístico, que merecia se intitular

    "Do fanico ao esgar"

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  4. Do fanico ao esgar , passando por uma tonta que é amiga de um caramelo.
    M.A.A.

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  5. Houve um "jornalista" da Guerra do Golfo que fez a cobertura toda do acontecimento na cidade, junto a um monte de areia e finalizava a "reportagem" com a frase "algures no deserto"...

    Quanto à tal reação vagal, nunca tinha ouvido falar, mas lá que parece fanico, lá isso... :)))

    Beijocas

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  6. Não vou fazer humor com o que aconteceu ao PR.
    A idade, e a pressão que o tem rodeado, e que enfrentou ali, têm consequências.
    Essa é a dura realidade.

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