segunda-feira, 9 de junho de 2014

António Costa: a hora da verdade

As pessoas hesitantes têm tendência a tomar decisões na hora errada. António Costa hesitou em avançar  para suceder a Sócrates e recuou ano passado, quando tinha todas as condições para derrubar Seguro.
À terceira avançou, mas não terá escolhido o momento ideal para o fazer. Acredito que tenha sido empurrado por militantes históricos do PS, cansados de ver Seguro destruir o partido. 
A resistência do aparelho foi forte e agora Costa (apesar das sondagens lhe serem favoráveis) se quiser liderar o PS e o país, com maioria absoluta, só tem uma coisa a fazer: mostrar o que irá fazer se for primeiro ministro. 
As suas propostas têm de ser diferentes e mobilizadoras, rompendo com a possibilidade de uma aliança com o PSD e lançando pontes para coligações à esquerda, com partidos como o LIVRE, já que com a CDU não haverá possibilidade de entendimento, por uma razão: o PCP não quer, porque é muito mais cómodo continuar a criticar o sistema, do que entrar nele.
Se Costa não for claro quanto à estratégia alternativa que, obrigatoriamente, terá de incluir alterações ao Tratado Orçamental e medidas para reestruturação da dívidas, arrisca-se a ficar pelo caminho e a sua carreira política terá chegado ao fim. 
Não chega mudar de caras. É preciso também mudar de políticas.

5 comentários:

  1. O PCP não quer? Curioso, um tipo lê e ouve o que o PCP realmente diz (ainda recentemente Jerónimo e Honório afirmaram de modo explícito na televisão que o PCP está disposto a ir para o Governo, não vai é por mudar a cara, mas apenas por mudar as políticas) e está bem longe de chegar à conclusão a que chegam os repercutores umbiguistas como Daniel Oliveira, Ana Drago ou Rui Tavares dessa caricatura de que o PCP não quer ir para o Governo.

    E já agora, se o minúsculo Livre merece aliança, o CBdeO ainda não se lembrou do PAN, pq?

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  2. Só faz sentido una mudança de caras se houver mudança de ideias políticas, pois não né imarcescíveis que os simpatizantes do Partido Socialista liguem a fisionomias...

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    1. Não percebo. Tem demasiados erros de português e de concordância para entender o que quer dizer. Tento adivinhar, mas tenho dúvidas se concordo.

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  3. "o PCP não quer, porque é muito mais cómodo continuar a criticar o sistema, do que entrar nele."

    Entrar no sistema?
    Não é uma questão de comodidade. É de salubridade !

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  4. "Não chega mudar de caras. É preciso também mudar de políticas."
    Até agora, foi só isto que Costa mostrou - uma cara diferente.
    Concordo - não chega.

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