terça-feira, 27 de maio de 2014

Estava tudo a correr tão bem...

Seguro andava feliz com a magra vitória do PS, que lhe abria caminho para um dueto governativo com Pedro. Ou até um ménage à trois, se o sucessor de Paulo quisesse entrar na festança do Centrão.
Pedro e Paulo andavam felizes... a noite eleitoral tinha-lhes corrido da melhor maneira possível. Perderam as eleições por uma pequena margem, criando condições para que Seguro se mantivesse no cargo, o que era um abono de família para a coligação e uma forte possibilidade de se manter no poder para além de 2015.  Até admitiam convidar Seguro a entrar na festa a isso fossem obrigados. 
Portas já estava a fazer as malas para partir para Bruxelas, onde dentro de algumas semanas iria tomar posse como comissário europeu.  As legislativas de 2015 seriam apenas uma formalidade e Portas não ficaria associado ao desaparecimento do CDS porque...já nem estava em Portugal.
Pedro convencera Maduro a ceder a Portas o lugar que lhe reservara em Bruxelas, apelando ao interesse nacional, porque o líder do CDS ameaçava com nova demissão irrevogável.
Resolveram tudo com um almoço de (re)conciliação.
Eis senão quando, acontece isto. 
Pode não ser a melhor ementa  mas, "naturalmente" é melhor do que servir  comida requentada. 

4 comentários:

  1. Finalmente, uma luz se acendeu!Que tenha brilho suficiente para mostrar o caminho e assim não nos tornemos no "Barranco de Cegos".
    Já basta de mijar contra o vento.

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  2. Vamos ver se esse avanço do Costa, nestas circunstâncias, não vai ser prejudicial ao PS, Carlos

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  3. «Portas não ficaria associado ao desaparecimento do CDS».

    Carlos, há uma coisa que ao longo destes 40 anos de democracia me parece certa: isso de profetizar o desaparecimento do CDS dá sempre bota.

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