domingo, 25 de maio de 2014

Balanço provisório

Vencedores
CDU: João Ferreira teve um discurso diferente, falou da Europa e dos grandes problemas que nos afectam e a CDU foi compensada por isso.
Marinho e Pinto: Foi uma campanha e uma vitória unipessoal. Ganhou visibilidade nacional e aproveitou-a da melhor maneira para ser eleito. Concorresse pelo MPT, ou por qualquer outro pequeno partido, teria conseguido sempre um resultado positivo. Mas esta é uma vitória que merece melhor atenção e, por isso, amanhã voltarei ao assunto.

Derrotados
Coligação PSD/CDS: Dê-se as voltas que se der, foi uma derrota estrondosa dos partidos do governo. Mesmo com a benevolência da comunicação social,  a coligação ficou abaixo dos 28%, um resultado histórico, na perspectiva negativa, obviamente.
Bloco de Esquerda: Quando se aliou à direita, para derrubar o governo de Sócrates, assinou a sua sentença. As divisões internas fizeram o resto.
Marisa Matias fez uma excelente campanha e mereceu ser eleita, mas não deixou de ser uma derrota estrondosa. 
António José Seguro:Poderá um homem que venceu as eleições ser um dos grandes derrotados da noite? Pode, quando se chama António José Seguro. O que torto nasce, tarde ou nunca se endireita. O modo como Seguro chegou à liderança do PS, a fraca empatia com os portugueses, a forma como procurou descolar-se da imagem de Sócrates e a falta de credibilidade do seu discurso, foram a receita perfeita para um desastre muitas vezes anunciado, mas em que ele não quer(ia) acreditar.
Os portugueses: Dois terços dos portugueses não foram votar. Quem cala, consente, portanto quem não foi votar deu um aval  à política de austeridade. Pobre povo que não sabe usar a única arma uqe tem para se defender. Talvez mereça a má sorte que tem


Empatados
PS: É certo que o PS ganhou as eleições, mas foi uma vitória pífia. Na situação em que o país está, ganhar com 4% de vantagem, é quase uma derrota. Se não quiser perder o jogo em 2015, terá que mudar de rumo, sim, mas também de discurso e de prática. Com este treinador não vai lá, mas parece que a direcção está interessada em mantê-lo.Azar para eles. Se quiser chegar ao governo em 2015, o PS terá de se contentar em fazê-lo no modelo Bloco Central. Será mais um desastre.

7 comentários:

  1. Concordo com o seu balanço provisório. Para mim, a única solução para o PS era um chuto no traseiro do Seguro, mas também não têm muito por onde escolher para líder... ;)

    Beijocas

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    Respostas
    1. Estou contigo, minha querida amiga!!!

      Os socialistas tanto em Portugal como na Alemanha é que me obrigam a abraçar um outro partido.

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  2. Carlosamigo

    Concordo contigo em 99,8%... o que é só para disfarçar

    Tetéamiga

    Por acaso até tem...

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  3. Eu vou para além do FerreirAmigo - chego aos 100%
    Aquele abraço e votos de boa semana

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  4. Concordo em absoluto.
    Só acrescento que o Tozero Inseguro fez um discurso vazio!

    outeiro

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  5. "O modo como Seguro chegou à liderança do PS, a fraca empatia com os portugueses, a forma como procurou descolar-se da imagem de Sócrates e a falta de credibilidade do seu discurso..." Concordo plenamente! Ao demarcar-se de Sócrates, no sentido de nunca ter desmontado a "narrativa" que foi fermentando sobre o ex-primeiro ministro, cavou a sua "sepultura". Nem um esboço como se não houvesse situações gravíssimas a apontar aos partidos da governação que tanto contribuíram para a dívida nacional. Iniciou já aquele discurso furado do eu faço e aconteço quando for governo. Não há pachorra! Tivesse Sócrates deixado cair alguns bancos...sugados sabemos bem por quem. O Seguro nada me diz e é feito da mesma liga do outro deslumbrado. Se António Costa quisesse...
    Grande vitória do Marinho!
    Ótima análise, Carlos.
    Boa semana e bem soalheira!

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