quinta-feira, 8 de maio de 2014

Alegoria(s) da saída limpa

A saída limpa tem-me feito recordar, por estes dias, algumas histórias antigas que esmaecem o alvoroço festivo que se apoderou da coligação do pote.
Em primeiro lugar veio-me à memória o caso da FORD, no início do século passado.  O FORD T foi um sucesso de vendas mas os consumidores, fartos que estavam da cor preta, começaram a exigir  automóveis com outras cores.  Henry Ford, conhecedor da teoria da "Necessidade de Satisfação do Cliente", mas indisponível para fabricar automóveis com outras cores, porque seriam um obstáculo à produção em massa e tornariam o carro mais caro, reagiu com sobranceria e disparou: 
As pessoas podem ter o carro da cor que quiserem, desde que seja preto.
Com a saída limpa, ocorreu algo de semelhante: o governo não tinha escolha, porque os parceiros europeus não estavam dispostos a apoiar um programa cautelar.
Ocorreu-me também outra história, porventura mais divertida, que ilustra as consequências de uma saída sem rede. Se as coisas correrem mal e os juros subirem, muito provavelmente, será este o resultado...

3 comentários:

  1. Carlosamigo

    ... e convém não esquecer que vamos ficar limpinhos, limpinhos, limpinhos de tudo: os benfeitores que nos emprestaram os €€€€€ querem recebê-los o mais depressa possível, mais os juros. Ainda há almas boas e desinteressadas...

    Ou seja, talvez ainda tenhamos saudades da benemérita Troika...

    Abç


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  2. E depois, quem paga a dentadura postiça?! NÓS!!!

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  3. Vinte valores para o comentário da Graça! :))
    Aquele abraço e votos de bfds

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