quinta-feira, 17 de abril de 2014

O corte das gorduras

A ministra Albuquerque anunciou ao país os cortes para 2015. Embora o dissesse em tom solene, foi desde logo perceptível que estava a mentir, quando garantiu o corte de 730 milhões nos consumos intermédios do Estado.
Trata-se de uma mentira demasiado óbvia. Se fosse fácil cortar nas gorduras do estado, o governo certamente já o teria feito há muito. 
Não o fez, nem vai fazer, porque as gorduras do estado alimentam uma clientela partidária que pulula em gabinetes de advogados, economistas e ambientalistas cuja sobrevivência depende dos favores do Estado.
 Não o fez, nem vai fazer, porque nenhum governo foi ainda capaz de acabar com a corrupção moral que grassa na administração pública. 
Não o fez, nem vai fazer, porque continuam a gastar-se, todos os meses, milhares de euros em viagens inúteis de funcionários menores para paraísos distantes.
Não o fez, nem vai fazer, porque o governo não tem força (nem vontade) para enfrentar alguns grupos instalados que parasitam à volta do Estado e dele se alimentam para garantirem a sobrevivência.
Os cortes que Marilú anunciou não serão, uma vez mais, nas gorduras do Estado. São no osso. Prevêem-se, por isso, mais cortes na saúde, na educação e na segurança social. Talvez mais alguns despedimentos. Quanto ao resto, o regabofe continua.

3 comentários:

  1. Tão, mas tão verdade!! Não o fez, nem nunca fará e não sei se existe algum partido com capacidade para o fazer!!

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  2. Não o fez nem vai fazer porque o governo não é masoquista!

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  3. Tudo quanto diz , é verdade , infelizmente. O que eu nunca julguei ser , uma gordura do estado. M.A.A.

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