segunda-feira, 3 de março de 2014

Há povo e povo, há Bruxelas e Moscovo...


Quando os ucranianos saíram à rua reclamando  a destituição de Yukanovitch e o apoio da UE para a sua luta, logo a senhora Merdel e o seu capacho Barroso se multiplicaram em declarações a enaltecer a luta do povo ucraniano e colocaram-se ao seu lado, em defesa de uma Ucrânia livre.Porque ignoraram as cruzes suásticas   nas manifs da Praça Maidan e  não se insurgem contra as posições da extrema direita ucraniana? Mistério...
Já a luta do povo da Crimeia não colhe a simpatia dos lideres europeus. Apesar de mais de 60 por cento da população  da Crimeia ser russa, Bruxelas considera que o povo está a ser manipulado ( por  continuar a querer ser russo?) e critica o apoio da Rússia. Como se fosse um crime Moscovo defender os russos!
Também sobre a Venezuela, a posição de Bruxelas é curiosa. Aqueles que se manifestam nas ruas contra o ditador Maduro são uns patriotas, mas os muitos milhares que se colocaram ao lado do seu presidente são radicais,manipulados pelo governo de Caracas.
Não constitui surpresa para ninguém a posição de Bruxelas. Nem de Berlim, ou Moscovo. Preocupante é que a comunicação social europeia continue ( embora sem surpresa...) a vender-nos esta história, limitando-se a reproduzir os comunicados de Bruxelas e Berlim, sem qualquer espírito crítico e interpretando a posição da Rússia à luz dos comunicados que lhes vão sendo soprados pelas instâncias europeias.
No meu tempo, chamava-se a isto manipulação informativa e censura. Agora, chamam-lhe liberdade de informação. Vão-se catar!
O povo já fez um manguito a esta informação manipuladora, deixando de comprar jornais, mas continuam a vender-nos a ideia de que a culpa é da Internet.
Quanto à televisão, há sempre a possibilidade de mudarmos de canal. Até a Euronews consegue ser menos acéfala do que qualquer um dos canais portugueses.

8 comentários:

  1. Bastante interessante. É bom conhecermos a verdade dos acontecimentos sem o filtro dos media

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  2. A direita europeia desde sempre teve a tentação de dominar o Leste Europeu do mesmo modo que domina o Oeste. Sempre foi rechaçada: Napoleão e Hitler,os mais falados mas sem esquecer tentativas suecas,alemãs,otomanas e todos juntos,tiveram o mesmo destino.Sem esquecer a guerra civil Russa,em 1918-19,então contra os bolcheviques onde os brancos contaram com uma aliança de 14 países,determinados em derrotar Lenine.Sabe-se o resultado. Irá a srª Merckl quebrar o enguiço?

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  3. Se eu soubesse escrever assim,
    diria que seu texto podia ser assinado por mim

    (mais coisa menos coisa, claro!)

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  4. A imparcialidade deixou há muito de ser a natureza do jornalismo informativo.

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  5. E não só por isto Kateryna Chumachenko, casada com Viktor Yushchenko, o homem da Revolução Laranja. Cidadã nascida e criada nos EUA, onde adere ao movimento norte-americano nazi chamado "National Alliance". Trabalhou na Casa Branca durante a administração de Ronald Reagan e posteriormente na de George H. W. Bush. Foi co-fundadora e vice-presidente da fundação Ukraine-USA.

    É uma das heroínas da actual "revolução ucraniana".

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  6. Crime é invadir uma país, carlos.
    Qualquer que seja o país, qualquer que seja o invasor.
    Se não há mandato internacional para essa intervenção, trata-se de uma invasão, de um crime.
    Como vai acabar este romance?
    Com a Ucrânia retalhada - uma parte integrada na Rússia, outra independente e sob influência da UE.

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  7. Mas afinal quem tem legitimidade nesta situação os russo que reconhecem o presidente eleito pelos ucranianos e com o qual tem acordos militares a respeitar ou com a coligação europa/américa que decidiu que a democracia tem de fazer um intervalo até elegerem um amigo deles .

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  8. É uma constante e eficaz lavagem ao cérebro! Infelizmente a maioria do povo continua a ver TV e são acríticos, engolindo tudo o que lhes impingem...
    Poucos são os que têm sentido crítico e conseguem ver por detrás do que é impingido!

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