sexta-feira, 14 de março de 2014

Cavaco apoia manifesto dos 70

Tem sido nojenta a desinformação protagonizada pelos jornalistas em relação ao manifesto dos 70. Felizmente ainda há jornalistas que fazem o trabalho de casa...

1 comentário:

  1. A "jornaleira" escreve bem. Não sei de que vale o seu (dela) texto... Mas agradeço a partilha. Como reconhecimento, deixo-lhe (parte de) outro, não de retaliação mas de confronto de opinião...

    «Como perante uma árvore caída no meio da estrada, que nos impede de prosseguir viagem, Louçã e Adriano Moreira, Ferreira Leite e Carvalho da Silva, vibram um sério aviso de que "a árvore tem de sair do caminho, ou não passaremos adiante". Provam mais lucidez que a de Gaspar e Passos Coelho, que a de Portas ou a de Nuno Melo. O que é fraco consolo: ser mais lúcido que um doido varrido não é exactamente um certificado de genialidade. Nem sequer nos assegura que não estamos loucos: apenas que somos menos loucos um bocadinho. Talvez loucos o suficiente para… pedir a quem cortou a árvore, a deitou na estrada, a pregou ao chão, e a defende dos nossos esforços para a remover com cães e homens armados, que nos ajude a retirá-la da frente.

    Porque é disso que se fala quando se quer uma "reestruturação honrada e responsável da dívida" (o que já de si é mau começo de conversa), feita no "âmbito de funcionamento da União Económica e Monetária" (o que consegue ser pior ainda). O que causou o aumento prodigiosa da dívida pública? Determinações orçamentais e financeiras da União Europeia. O que tem agravado a dívida pública? Determinações financeiras e orçamentais da União Europeia. Por via de que instrumentos está a banca alemã a saquear as classes populares portuguesas? De determinações financeiras e orçamentais da União Europeia. Quem produz, dita, e impõe, essas determinações orçamentais e financeiras da União Europeia? O pessoal político dos partidos da política de direita cá dentro (PS, PSD, e CDS) e a eurocracia de Bruxelas. A quem decidem estes setenta figurões pedir auxílio para reestruturar a dívida? Já adivinham – aos partidos da política de direita, que a criaram e de onde muitos deles provêm, e às instituições europeias, que a criaram, para onde alguns deles irão mais cedo ou mais tarde, mas cuja fiabilidade para auxiliar num processo desta natureza é absolutamente nula, como a sensatez mais minúscula demonstra até às mentes mais deslustradas – quanto mais à de ilustríssimos figurões, e logo setenta!

    Como um alcoólico com o fígado dilacerado por anos e anos de bebida que "conclui", do fundo da sua embriaguez, que a cura para a sua doença é mais uma cerveja, os setenta figurões, sentados à volta de uma mesa, chegam à conclusão brilhante de que a solução para a dívida que contraímos por força da nossa presença na UE é aprofundarmos mais ainda a União Europeia. E aprofundá-la apresentando-nos perante ela para negociar como quem o faz de chapéu na mão, temeroso, com vergonha, como quem faz uma asneira indevida, como quem comete um crime por querer negociar. Perante os homens armados, com pastores alemães pela trela, que guardam a árvore pregada no meio do nosso caminho, os setenta figurões pedem ajuda de voz embargada e joelhinho bambo. Que outra coisa podem eles esperar se não que lhes soltem os cães, que disparem sobre eles, que os feridos e mortos saídos dessa estratégia sejamos todos nós, sejam também eles próprios?»

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