sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Era uma vez um polvo



Soube, a caminho do aeroporto, que Relvas tinha sido reabilitado por Passos Coelho. O motorista de taxi que me transportava exclamou em surdina:
- Eles protegem-se uns aos outros. É sempre a mesma coisa!
Respondi com um sorriso interior, enquanto pensava " aposto que votaste neles", ao ver escarrapachado no vidro lateral um autocolante do Correio da Manhã.
Não voltei a pensar no assunto.
As leituras fugazes da imprensa lusa deixam-me perceber que vai por aí uma grande indignação nos comentadores e  muitos congressistas recusaram dar o seu voto a Relvas. Alguns comentadores perguntam mesmo como é possível Passos Coelho ter cometido esse erro. Erro? Não perceberam nada! Leiam A Sentinela de Richard Zimmler. Está lá tudo muito bem explicadinho. Basta substituir pedofilia por corrupção.
Entretanto, em entrevista exclusiva ao CR, Relvas confessou que não estava de regresso à política. " Não quero saber de política. Tal como Cavaco, nunca fui político. Sou um homem de negócios, um empreendedor, que nunca teve a sorte de ter um amigo como o Oliveira e Costa. O meu único objectivo é criar muitas Tecnoformas, para formar pessoal especializado de heliportos, cozinheiros para submarinos e condutores de tanques de guerra.Vem aí um novo QREN e é preciso ter imaginação para aproveitar os fundos comunitários"- esclareceu Relvas, antes de partir para Copacabana, onde pretende adquirir um bronze que faça inveja às moçoilas empreendedoras que exercem a sua actividade na estrada Lisboa-Coruche.

2 comentários:

  1. Isto , de facto , bateu no fundo e anda tudo a dormir...Já leu o artigo da Visão desta semana , na página 32 ? Até tira o sono.
    M.A.A.

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