segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

De Kiev a Caracas... ( 2)

Caracas, também é isto!

Caracas, 24 de Fevereiro, 11 horas locais


Enquanto isto se passava,  na Venezuela aumentava  a contestação  popular a Maduro. O “ditador lunático”  que não consegue fazer esquecer Chavez continua a ter muito apoio popular, porque tomou medidas para combater a especulação e proteger os mais desfavorecidos.
 Claro que os líderes europeus têm muita dificuldade em perceber o que se está a passar na Venezuela. O combate à corrupção  e à especulação não faz parte das prioridades da escumalha dirigente europeia. Pelo contrário, para essa gente, é alimentando a corrupção e favorecendo a especulação que se criam condições para combater o desemprego e se garante o estado social (da caridadezinha e do assistencialismo, claro…). Não espanta, pois, que considerem ditadores aqueles que combatem os corruptos e os especuladores.
Por agora, a Ucrânia está no centro das atenções europeias e americanas mas assim que o assunto estiver resolvido, Obama mandará acionar o processo de destruição da revolução bolivariana.  
Sim, na Venezuela há um genuíno movimento popular que pretende a queda de Maduro. Acontece é que Capriles pretende essa queda através de eleições, no final da legislatura. Ora os EUA acham que isso é muito tempo.  Especialistas em derrubar governos com adesão popular criando  manifestações espontâneas - ou alimentando as já existentes – e, sobretudo, criando mártires, inventaram um Lopez que exige o derrube imediato de Maduro e aceitou ser preso em nome da liberdade do povo venezuelano. ( Alguém já deve ter recebido ordens para começar a fazer a  estátua)
Os americanos  têm experiência em matar líderes de esquerda – que acusam de ser ditadores-  para colocar  no seu lugar ditadores a que chama democratas. Têm uma tendência obsessiva para armar grupos terroristas e um gosto inaudito por  filmes de ficção com armas de destruição maciça ( só visíveis por abortos  mentais esdrúxulos  como Durão Barroso). A Europa vai atrás. Os seus dirigentes acéfalos, apenas preocupados com as contas bancárias, engolem como verdade aquilo que os americanos lhes impinjam. 
Tentando ver o que se passa em Kiev e Caracas com distanciamento,   direi que é muito provável a queda de Maduro até ao Verão se… Putin não decidir dar um murro na mesa e ir a jogo. Teremos, assim, dois governos democraticamente eleitos derrubados pela vontade popular.  O problema é que sem o empurrãozinho da UE e dos EUA, estes movimentos populares  espontâneos que, curiosamente, saem para a rua fortemente armados,teriam sido esmagados. Como aconteceu na Grécia, por exemplo.
A seguir: STOP OVER em LISBOA

5 comentários:

  1. Que surpresa agradavel. Obg.
    Parece que o bom senso tinha acabado.

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  2. Maduro, um quê, Carlos??
    Essa agora é que não!

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  3. Em ambos os casos mero suicídio político, Eu vou explicar ao caro amigo. Em democracia não não se pode atirar uma classe contra outra. O socialismo à Chavez ou Allende é impossível. Não é o caso da Ucrania em que o assunto é mais complexo. Tem que ver com diferentes interesses regionais.
    Boa sorte!

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    1. Portanto, o que o meu caro está a dizer é que não vivemos em democracia, uma vez que este governo é perito em atirar jovens contra velhos, desempregados contra trabalhadores, funcionários públicos contra trabalhadores do privado, etc.
      Eu já desconfiava, mas fico muito mais tranquilo quando é o meu amigo a dizê-lo.
      Obrigado!

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