sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A isto chama-se queimar dinheiro

As campanhas anti-tabágicas têm custado muito dinheiro aos portugueses e permitido detectar fundamentalistas estrábicos a quem só falta pedir a condenação à morte dos fumadores.
Estou à vontade nesta matéria. Já fui fumador compulsivo. Hoje sou um fumador ocasional, mas não deixei de fumar por causa de nenhuma campanha antitabágica. Fi-lo, quando percebi que fumar tinha deixado de ser um prazer e passado a provocar-me mal estar. Como diria o Variações, quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga. Foi isso que aconteceu comigo.
Sempre respeitei os não fumadores e me abstive de fumar na sua presença, mas não acredito em campanhas anti tabágicas fundamentalistas, que apontam o fumador como uma pessoa que deve ser expurgada da sociedade. Considero a proibição absoluta de fumar em bares uma medida perfeitamente idiota, só ultrapassada pela proposta recentemente apresentada de não se poder fumar, nem na rua, num raio de 50 metros em volta desses estabelecimentos. São medidas demasiado cretinas para serem levadas a sério.
Tenho sido muito criticado por dizer que as campanhas anti tabágicas são um desperdício de dinheiro. Ora um estudo hoje divulgado, parece dar-me razão: nos últimos cinco anos o número de mulheres fumadoras quase duplicou. 
Se acrescentarmos a este, um outro estudo divulgado ano passado que concluiu ter aumentado o consumo de tabaco entre os jovens, e um outro feito por uma associação de consumidores belga, em vários países europeus, cujos resultados apontam no mesmo sentido, é legítimo concluir  que as campanhas anti- tabágicas são inúteis, porque não atingem o alvo pretendido: dissuadir os jovens.
Com o país a atravessar uma crise financeira, talvez não fosse má ideia suspender campanhas cujos efeitos são praticamente nulos, como  parece ser o caso da  campanha fundamentalista anti- tabágica.  Não só se poupava dinheiro na campanha, como também nas pensões  pagas pelo Estado, pois um reformado fumador  passa-se  para o outro lado mais rapidamente, aliviando assim o défice.

7 comentários:

  1. Os fumadores são um grupo de risco: cerca de 20% a 25% de todos os tumores são causados pelo tabaco.

    Fumar não causa somente o câncer do pulmão.

    As substâncias tóxicas que se espalham por todo o corpo do fumador causam alterações nas células.

    Portanto, todo o dinheiro gasto na campanha contra o fumo é muito bem empregado.

    Uma fundamentalista estrábica que não pede a pena de morte para os fumadores, porque tem um em casa.

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    1. Sou anti-fumo, e não anti-fumadores.

      Todo o mundo pode fumar, mas não à minha beira; nunca na minha casa, excepto nas varandas!!!

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  2. Segundo a Teresa, 80 a 75% de todos os tumores não são provocados pelo tabaco...

    O governo coloca-nos em estado de permanente nervosismo o que, para o consumo de tabaco, é um valente estímulo...

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  3. Concordo e nunca entendi (devo ser burrinha) porque razão é que não existem campanhas anti-alcool com fotografias nas garrafas de fígados com cirrose, de desastres de viação com corpos despedaçados por causa da bebida, ...

    Comecei a fumar aos 18 anos e nunca fumei muito, exceptuando ao no que durou o processo de divórcio,,,aí subsisti a cigarros e bicas. Há alguns anos comecei a ter uma tosse irritante e como confirmei que era do tabaco , parei, Agora só muito ocasionalmente é que fumo.

    Bom serão, amigo meu

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  4. Todas as campanhas antitabágicas são inúteis.
    Fumei durante 46 anos , chegando aos 3 maços por dia...Nunca tive tosse , não tenho rugas e estava bem....só que...ia nascer a minha neta e comecei a pensar que um dia , sem querer a podia queimar...um fumador , queima a roupa , as carpetes os sofás , uma desgraça.. Vai fazer 4 anos em agosto.Canso-me muito mais hoje , pois engordei .O deixar de fumar está na cabeça de cada um.É deixar e ponto final .Quando passo num local onde esteja um fumador , às vezes , cheira-me muito bem, mas não volto a fumar.Meu pai morreu com cancro na laringe , era fumador .
    M.A.A.

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  5. Meu caro,

    Caso não saiba mais de metade do preço de um maço de tabaco vai directamente para o estado em forma de imposto. Ao fumar, contribui mais para o orçamento de estado do que um não fumador.
    A demonização dos fumadores por esses grupos fundamentalistas anti-tabaco leva muitas vezes a que os que mais contribuiram para o estado durante as suas vidas morram mais cedo do que quem nunca fumou.Assim sendo, o estado não terá que pagar a reforma dos fumadores ganhando assim duplamente com estes e ganham também os que nunca fumaram. Esta é a triste realidade para um fumador.

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  6. Como Já disse no FB, sou uma ex-fumadora, fumava 6 a 7 cigarros, mas quando o meu falecido marido adoeceu e e faleceu, muito rapidamente passei para 3 maços por dia, tinha dias que até me esquecia de comer, em que tabaco e cafés para para mim era o suficiente, nunca senti vontade de deixar de fumar, simplesmente o fiz por solidariedade com o Rodrigo que foi proibido de fumar em 2002, ele aguentou 15 dias, depois roeu a corda, (ainda hoje fuma) eu fui-me aguentando e coloquei o dinheiro do tabaco dentro de uma lata de Whisky, ao fim de 28 meses tinha 4.980€, isso mesmo quatro mil novecentos e oitenta euros, que gastei em electrodomésticos para a casa da minha filha, entretanto comecei a fumar um cigarro de vez em quando, ao fim de 3 meses, já estava a recuperar o prejuízo que dei à tabaqueira, aí senti revolta e resolvi fazer acupunctura, remédio santo, foi até hoje.
    No entanto não aceito certas leis, até porque quando eu ía a um bar ou discoteca, era para curtir, beber um copo e esfumaçar, acho que um fumador ir a um bar e não fumar é como comer feijoada sem feijões.
    Bom fim de semana Carlos

    Beijinho e uma flor

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