sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O mentiroso compulsivo



Os mentirosos compulsivos são doentes e precisam de tratamento adequado. Quando atinge pessoas que
desempenham cargos governativos, a detecção do problema devia ser suficiente para a exoneração.
Não sei quanto tempo durou a mensagem de Natal de Passos Coelho, mas o número de mentiras que proferiu devem-lhe ter garantido uma boa média por minuto.

ASAE faz busca ao palácio de Belém


Imagem do impostor que se faz passar por PR , cuja identidade a ASAE irá divulgar oportunamente


A ASAE  anunciou, esta manhã,  a apreensão de milhares produtos de vestuário contrafeitos, ou com utilização ilegal de marca, em 37 fábricas do norte. Na operação surpresa lançada pela ASAE  foram constituídos 91 arguidos.
Entretanto, o CR sabe que a primeira operação a realizar pela ASAE, em 2014 incidirá sobre o palácio de Belém onde a Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica suspeita estar a residir um cidadão de nacionalidade indefinida que há três anos se faz passar por Presidente da República
O homem - apesar de ser  muito parecido com Cavaco Silva - tem tiques que o denunciaram.
Segundo o CR apurou, a ASAE começou a suspeitar do homem que se faz passar por PR , quando começou a cometer uma série de erros, incompatíveis com a afirmação de Cavaco Silva de que um cidadão português só poderia ser tão honesto como ele, se nascesse pelo menos duas vezes.
"O homem que está em Belém é um impostor"- confidenciou ao CR fonte próxima de Cavaco Silva. "É tão idiota que nem sequer respeita a Constituição, algo que o verdadeiro PR nunca faria, pois  há quase 30 anos que vem fazendo ciclicamente juramentos de que a cumprirá"- adiantou a mesma fonte, antes de concluir dizendo ao CR esperar uma acção rápida e eficaz da ASAE, de modo a denunciar o impostor que está a residir em Belém.

Caderneta de cromos (38)



José Pedro Aguiar Branco tem-se esforçado por ganhar  um lugar nesta galeria, desde que revelou inegáveis  capacidades   para dirigir um ministério em Lisboa, a partir do seu escritório de advogados no Porto.
Talvez descoroçoado por  ainda não ter sido incluído nesta prestigiada colecção, Aguiar Branco esforçou-se nos últimos meses por actuar de modo a dar nas vistas. O primeiro acto foi o anúncio de que iria apresentar queixa crime contra Ana Gomes, na sequência das suspeitas levantadas   pela eurodeputada  sobre as ligações da Martifer  ao escritório de advogados de JPAB. 
 Devo confessar que este golpe não me impressionou, pois o processo é  pago pelos contribuintes ( esta decisão de os processos que envolvam desde ministros a directores gerais serem custeados pelos contribuintes  é bizarra, mas não é da responsabilidade desta coligação. Foi uma medida de Sócrates,  quiçá inspirado em Hugo Chavez) e, com jeitinho, ainda podem ser advogados do escritório do ministro a tratar do caso, recebendo os respectivos honorários. 
Reconheço que  é uma golpada bem urdida, mas pouco ousada por não lhe acarretar quaisquer riscos. Não  foi, por isso, suficiente para me  convencer a atribuir um lugar ao ministro da defesa nesta caderneta.  
JPAB não é , no entanto, homem para desistir à primeira. Só uns dias depois, quando percebi que o ministro tinha assimilado rapidamente a matéria sobre  técnicas de propaganda  leccionadas pela dupla Poiares Maduro/Pedro Lomba, acabei por ceder. 
 Ao anunciar à comunicação social que iria mandar  para a PGR e para o DCIAP  todo o processo sobre a privatização/concessão dos estaleiros de Viana do Castelo,  o ministro pretendeu  passar a mensagem de que estava de consciência tranquila e a operação tinha sido tão transparente, que até a submetia, por iniciativa própria, à apreciação da justiça.  É óbvio que Aguiar Branco sabe muito bem que este processo vai ter o mesmo destino do processo dos submarinos: o caixote do lixo.  Mas se, por ironia do destino, um dia se vier  a saber que houve marosca neste contrato com a Martifer,  já o ministro da defesa deve estar aposentado e a gozar a reforma num qualquer off shore recomendado pelo BPN. Ou será pela Tecnoforma?

Da conversa da treta sobre a natalidade

Quando a sociedade de consumo estava no auge, a natalidade descia porque ( dizia-se) as mulheres queriam usufruir da sua liberdade até mais tarde e os filhos condicionavam a ascensão profissional das mulheres.
Com a entrada em crise da sociedade que nos prometeu o paraíso e acabou  por  conduzir milhões  ao inferno da pobreza ( quantas centenas de artigos escrevi eu a avisar para este logro…)  a baixa  da natalidade passou a ser justificada com as dificuldades financeiras das famílias.
Peço desculpa, mas isso é conversa da treta!
A natalidade diminuiu por razões socio culturais.  A família perdeu estabilidade, os casamentos  tornaram-se mais voláteis, a maioria dos casais considera os filhos um entrave e, “last but not the least”, temos uma classe empresarial  constituída por homens das cavernas, que  não querem contratar mulheres grávidas, porque são tacanhos, incultos, analfabetos e só vêem o futuro através de cifrões imediatos.
Inventem-se novos empresários, punam-se severamente aqueles que colocam entraves à contratação de mulheres que manifestem o seu desejo de engravidar, ou que as despedem após a gravidez; desligue-se a ficha dessa ideia pré concebida de que uma mãe não pode ser uma mulher de sucesso em termos profissionais ; invista-se na transmissão da ideia  de que um filho é uma riqueza para o país e não uma despesa ( ideia que  este governo tem transmitido com os cortes dos abonos  e outros apoios familiares); criem-se condições para que  os pais não temam estar a educar filhos para a emigração; dêem-se incentivos às famílias numerosas  e grande parte das barreiras à natalidade serão derrubadas. Não teremos um boom de natalidade mas, pelo menos, não continuaremos a resvalar, perigosamente, para uma sociedade de velhos. É um problema que não diz respeito apenas aos portugueses. É um problema europeu que, neste ano europeu dos cidadãos, que agora termina, não vi abordado de forma séria em nenhum fórum de discussão realizado em Portugal, onde tenha participado.