quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Resumo do dia: foi só miminhos

António José Seguro, acossado pelos inúmeros movimentos uninominais e unipessoais que alegre e por vezes inconscientemente pulverizam a esquerda e dão trunfos à direita, estava a precisar de miminhos. Olhou em volta e, não vendo ninguém disposto a suprir-lhe as carências, aceitou o colinho de Passos que em troca, só lhe pediu: assina aqui a redução do IRC que eu dou-te miminhos até ao final do ano e, se te portares bem, ainda te deixo assinar o programa cautelar.
Quem também andava a precisar de miminho depois do relatório PISA e do fracasso da prova de avaliação dos professores era Nuno Crato. Telefonou a Poiares Maduro e ele prometeu-lhe uma entrevista na RTP. Nuno lá foi, todo lampeiro e, perante um super indulgente José Rodrigues dos Santos, disse as mentiras e patacoadas que bem entendeu, enquanto o jornalista escritor lhe afagava suavemente os caracóis.
Terminou pois, em verdadeiro espírito natalício, um dia que já tinha começado bem, com a polícia a entrar nas escolas para dar miminhos aos professores. Um hábito que remonta ao Estado Novo, com a única diferença de, à época, a polícia ser mais culta: entrava nas Universidades e só dava miminhos aos estudantes.
O dia só terá começado mal para quem leu  o DN ao pequeno almoço.Deparar  com o descabelado Braga de Macedo a proferir do alto da sua infinita arrogância, uma série de dislates, não é coisa que se recomende. E, muito menos, dizer  que os juízes do TC não são ajuizados.
Desejo-vos  uma noite cheia de miminhos e colinhos, para que este espírito natalício se prolongue durante a quadra festiva.
Amen!

Quem dá e torna a tirar ao Inferno vai parar



Em 1990, o primeiro ministro Cavaco Silva incumbiu Fernando Nogueira  de criar o Fundo de Pensões dos Militares das Forças Armadas, com o objectivo  de financiar um complemento de pensões para os militares, cuja idade de reforma passou dos 70 para os 65 anos.
Como noticia o “Expresso”,   a criação desse fundo implicava contribuições do Estado e  também dos militares-  passaram a descontar  voluntariamente entre  0,5 e 1%  para esse Fundo, aliciados pela campanha “ Saiba como 1% do seu presente pode significar para si um futuro seguro sorridente”
Como acontece quase sempre, os militares cumpriram a sua parte  mas o Estado andou a encanar a perna à rã . ( Nesta coisa de descontos  já sabemos que o Estado é relutante em cumprir as suas obrigações. Lembro que só recentemente o Estado passou a descontar a sua parte nas reformas dos funcionários públicos).
Os malabaristas da S. Caetano, associados a uns penduras do Largo do Caldas, não tendo dinheiro para continuar a alimentar o Fundo decidiram, por proposta de Berta Cabral, integrar o Fundo na Caixa Geral de Aposentações. 
Percebendo que tinham sido ludibriados, os militares reagiram e nem a promessa de que lhes seriam devolvidas as quantias até agora descontadas os demoveu. 
Berta Cabral não está preocupada. Recorrendo à candura realista afirmou “ À medida que o tempo decorre algumas destas pessoas sairão do sistema" ( a morte, obviamente, resolverá  o problema).
Inconformadas , associações de oficiais, sargentos e praças pediram uma audiência ao pai do Fundo, o agora presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, agendada para hoje às 19 horas. 
Encavacado, sem paciência para os aturar, ou seja lá pelo que for, Cavaco recusou ouvir as razões dos militares,pelo que será um membro da casa militar a recebê-los.
Cavaco não ouvirá assim a advertência dos militares de  que “quem dá e torna a tirar, ao Inferno vai parar” mas  Maria Silva, intermediária de Nossa Senhora de Fátima nos assuntos para Belém, não deixará certamente de lembrar ao seu consorte esta incontornável certeza.
Rebolo-me de gozo, só de imaginar o cadáver de Cavaco a ser consumido pelas chamas da fogueira ateada por Belzebú. 


Hitler vs Pavlov:os cãezinhos amestrados e as lufadas de ar fresco



Enquanto as manifs na Grécia, Espanha ou Chipre, são quase silenciadas pela nossa comunicação social, a revolta popular em Kiev  provocou uma reacção  pavloviana  nos jornais e televisões cá do burgo. Influenciados pelos congéneres ocidentais,  invadem as nossas casas e  inundam  as pantalhas a toda a hora  com  imagens da BBC e da Sky sobre a gloriosa e justa revolta popular na Ucrânia, que conta com o  apoio declarado de Frau  Merkel e da dupla Obama/ Cameron , os Dupont e Dupond da cena política mundial. 
(A independência dos jornais no mundo ocidental é igual à que existe nos regimes ditatoriais. A diferença é que nas ditaduras, a comunicação social é controlada pelos governos e nas belas democracias ocidentais é controlada pelo poder económico e financeiro, que dá ordens aos governos que colocaram no poder para melhor poderem defender os seus interesses).
Compreendo a luta dos povos por melhores condições de vida. Compreendo que os povos se revoltem contra  ditaduras.  Sabia que a  apregoada primavera  libertadora  ia acabar mal, mas nunca critiquei a luta dos povos árabes.
Percebo que os ucranianos lutem pela adesão à UE, embora  me pareça que estão a apostar no cavalo errado. (Se o contrato de adesão com a UE for assinado, sem que as exigências de Yakunovitch sejam aceites por Merkel, a Ucrânia irá enfiar-se num atoleiro e, a breve prazo, estará com os mesmos problemas dos países sob assistência. Mais lucros para a Alemanha com a desgraça de outros povos europeus, a única coisa que, além da cerveja  faz salivar a dama  da Stassi).
Ontem, o presidente ucraniano conseguiu não só que a Rússia reduzisse em mais de 30% o preço do gás,  mas também- e mais importante - um apoio de 15 mil milhões de dólares ( a UE não estava disposta a patrocinar um  apoio sem condições e pretendia que a UE recorresse ao FMI )  que permitirá à Ucrânia evitar o recurso ao FMI e as medidas de austeridade que Lagarde exigia para conceder um empréstimo.
Compreendo que um país onde a emigração não para de aumentar, é um país mal governado.No entanto, neste aspecto, parece-me que o presidente ucraniano esteve bem. Se a UE queria acolher a Ucrânia ( para depois esmifrar os ucranianos)  não tivesse sido arrogante e inflexível. (Nem todos os governantes se chamam Coelhos e Portas, nem estão dispostos a trair o seu povo, com mira em recompensas futuras).
O que não compreendo é que um povo, vergastado diariamente por um governo invasor, dirigido por uma trupe de néscios e obediente na   aplicação das medidas exigidas por  Merkel, continue impávido e sereno, sem capacidade de reação. Não compreendo, porque sempre detestei cobardes e considero os cãezinhos amestrados uns animais muito  idiotas. Iguais a alguns jornalistas que pululam nas redacções.
O que me sinto incapaz de aceitar é a legitimidade  das críticas  de Catherine Ashton, ou Merkel, à intervenção da polícia e consequente apoio à justa luta popular ucraniana, quando as mesmas condenam a reacção popular dos gregos e nunca tiveram uma palavra para a violência das policias grega, espanhola e até portuguesa, contra os manifestantes que criticam a troika e as esclavagistas políticas europeias em relação aos países do sul, de que elas são acérrimas defensoras.
Quem foi que disse que as mulheres no poder seriam uma lufada de ar fresco, quem foi? Espero que já se tenham arrependido porque, na Europa, ainda não houve uma única mulher que tivesse uma política orientada para a sensibilidade social e, em muitos casos, não passam de histéricas deslumbradas com o poder.     


Pausa para publicidade (Prendas de Natal)

Quando há  alguns anos entrevistei o Miguel Pina Martins, para a revista DIRIGIR, no âmbito de uma reportagem sobre "Empreendedorismo",  a Science For You  era ainda uma pequena empresa, mas não tive dúvidas em afirmar que viria a ser um caso de grande sucesso. Parece que não me enganei.
Hoje em dia, a empresa de brinquedos científicos  já está  em Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Itália, Holanda, Suécia, Dinamarca, Noruega, Grécia, Lituânia, Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde!
O Miguel enviou-me há dias este filme anúncio  ( clicar na imagem) que, com muito gosto, partilho com vocês.
Brinquedos didácticos, amigos do ambiente e para todas as bolsas, podem ser uma boa sugestão para prenda de Natal.
E já agora, um pequeno gesto não custa nada e pode proporcionar muitas alegrias neste Natal. É só irem aqui:https://www.facebook.com/Science4you