terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Ora nem mais...

Aviso prévio: não vi o tão referenciado programa dos Gato Fedorento que tem motivado duras críticas a Rodrigo Guedes de Carvalho, jornalista que não conheço pessoalmente, mas costuma provocar-me alguma urticária.
Isso não invalida que  assine por baixo este artigo do Pedro Tadeu
Não é preciso ter visto o programa para perceber que as virgens ofendidas padecem de cegueira e apenas vêem o acessório, desprezando  o essencial.

Os burros escoiceiam sempre duas vezes


Os burros são como os carteiros. A diferença é que os carteiros tocam duas vezes à campainha, para terem a certeza que  são ouvidos, enquanto  os burros escoiceam duas vezes para se certificarem de que as suas teses são compreendidas.
O secretário de estado Bruno Maçães utilizou uma técnica mista. Deu uma entrevista ao Sol para confirmar a rábula da Grécia: orgulha-se de ser considerado alemão, é fã da senhora Merkel que diz ser uma nossa grande amiga e acredita na Europa una e indivisível, onde não haverá divisões entre Norte e Sul.
Estou certo que muitos o terão escutado, mas ninguém ( fora da courela governativa) o terá compreendido. Logo, esforço inútil o do Maçães! O remédio é aprimorar a técnica dos burros, para ver se alguém o entende.

Toda a indignação é legítima



Amanhã, o TC vai decidir se a convergência das pensões é constitucional. Em caso afirmativo, vingará a tese daqueles que defendem  que a pensão não é propriedade do pensionista, pelo que o Estado está no direito de confiscar o dinheiro sempre que lhe apetecer. Esta situação minará, definitivamente, as relações entre Estado  e população, pois não será mais possível confiar nos governantes, mesmo quando democraticamente eleitos.
Não vou aqui discutir a matéria em termos jurídicos, obviamente. Limito-me a perguntar aos senhores juízes o seguinte:
- Se o dinheiro que eu  fui obrigado a descontar mensalmente durante mais de 40 anos, mediante a garantia do Estado de que me pagaria a pensão  até ao final da vida, foi desviado pelo Estado para outros fins, ou não é suficiente para o Estado satisfazer os seus compromissos, estou ou não a ser esbulhado de um direito?  Estou ou não a ser vítima de uma fraude por parte do Estado que me propôs um negócio, que  aceitei de boa fé  ( mas nem sequer teria hipótese  recusar, porque fui coagido a assinar esse acordo?)
Quando PPC, depois de anunciar que para efeitos de reformas futuras, não será considerado o "corte temporário" de Sócrates, roubando em média  mais 10% da pensão aos funcionários públicos, para além do corte previsto na convergência,  com que tipo de gente estão os portugueses a lidar?
Na minha terra, quando alguém não cumpre um negócio é apelidado de caloteiro, vigarista ou ladrão. Normalmente, comprovado em tribunal o roubo ou a fraude, o vigarista é punido e obrigado a indemnizar o lesado.
Se os tribunais não me defendem do esbulho do Estado, que se apropriou de dinheiro que eu lhe confiei, então terei todo o direito de agir por conta própria e fazer justiça pelas próprias mãos. Ou não?

O importante é o Freeport!

Que pena a Manuela Moura Guedes andar entretida com o "Quem quer ser Milionário" e o Crespo deliciado a entrevistar em semanas alternadas o Ângelo Correia e o Arnault das lâmpadas.
Que pena o Francisco Almeida Leite estar agora a gozar uma reforma antecipada oferecida pelo Coelho e o Zé Manel já não fabricar notícias naquele café da AV de Roma, com o apoio de Fernando Lima, ex-conselheiro presidencial.
Tivessem eles tempo e, como jornalistas probos que são, já estariam a  fazer primeiras páginas e a abrir telejornais, diariamente, com acusações a Pedro Passos Coelho e à corja que o rodeia, de serem os legítimos herdeiros dos criminosos do BPN, amigos de Cavaco. Certamente até teriam encontrado uns familiares e umas quantas testemunhas para apimentar a coisa.
Infelizmente, MMG e o Crespo das t-shirts,são insubstituíveis. Por isso, nem um só canal de televisão deu relevo a este caso que cheira mal que tresanda. Já não há jornalistas como antigamete, é o que é!
No próximo ano começam a chegar mais fundos comunitários. Quem serão os felizes contemplados com dinheiros europeus? Experiência nesta matéria não falta neste governo