sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Desculpem, mas ainda não consegui parar de rir!



"Se há uma característica que o primeiro ministro tem , é ser um homem de palavra!"
(Marco António Costa, nas televisões)

Cavaco e a não violência



O homem que diariamente escarra na CRP veio há dias explicar a votação de Portugal contra a libertação de Mandela, alegando a necessidade de evitar a violência.
Já há muito sabemos que para Cavaco e toda a corja de maltrapilhos (em) que ele (se)apoia, a noção de violência varia consoante o ponto de observação onde se colocam.  Compreende-se por isso que Cavaco se tenha manifestado  contra a violência, se defendida pelo ANC, mas bastante tolerante e compreensivo com este tipo de violência que, certamente, considera legítima.

E eu a pensar que os robôs eram ateus!


Da entrevista do  moço  de recados da troika à D. Judite e ao sr. Baldaia, apenas vi , horas mais tarde, um compacto do “Worst of”
Como já ontem adiantara, na adenda a este post,  aquilo foi uma festarola a três. O Pedro disse as mentirolas que lhe apeteceu ( ex: “quando o programa da troika foi desenhado  não se conhecia o défice de 2010”) e a dupla de jornalistas convidados para animar o show do Coelho abanou as orelhas e manteve-se em silêncio, não ousando dizer ao sr.Pedro que estava a mentir, provavelmente com receio de  que a Laura pusesse algum laxante  nos petiscos  que lhes estava a preparar para depois da entrevista.
Enquanto via a prestação do Coelho no compacto da TVI, não me saía da cabeça o livro de Gilles Lipovetsky “A Era do Vazio”. Na verdade , o homem de mão da troika em Lisboa é um lídimo representante do nihilismo que, como prenunciava Lipovetsky na década de 80, chegaria ao poder no século XXI.
Eu ia escrever  que no cérebro  de Passos Coelho não existe uma única ideia, mas isso era partir do princípio que o homem tem cérebro, algo que me parece de um exagerado optimismo.  Coelho é apenas um robô programado para obedecer às forças invasoras. Não pensa. Executa. Foi Cavaco quem o recomendou à troika  em 2011, quando decidiu entregar o país a forças estrangeiras.
As suas respostas durante a entrevista estavam devidamente programadas ( pelo menos foi essa a sensação com que fiquei através do “Worst of”), razão por que a D. Judite e o sr. Baldaia não ousaram contraditar as mentirolas do entrevistado e, às  duas únicas perguntas  que não estavam no guião, o robô respondeu: que quer a senhora que lhe diga? 
Por outro lado, sempre que interrogado sobre o futuro dos portugueses, o robô surpreendeu repetindo ad nauseam   “ o futuro a Deus pertence”. 
Eu pensava que  os robôs eram ateus, mas este é fervoroso católico e temente a Deus. Não sendo milagre de Fátima, só pode ser obra do Papa Francisco!
Resumindo: em matéria de reality shows, atrevo-me a dizer  que A Casa dos Segredos ou o Big Brother devem ser mais genuínos.  E ao menos têm cenas de sexo com actores variados, não apenas com um tarado sexual que quer  f…. 10 milhões, para entrar no Guiness! 
No concernente à ficção, as telenovelas da TVI devem ter argumentos melhores, mais convincentes  e, sem dúvida, serão  protagonizadas por melhores actores do que este barítono falhado e aldrabão, que a TVI pretendeu catapultar para o estrelato na noite de ontem.