domingo, 24 de novembro de 2013

No escurinho do cinema



Os cinemas de Lisboa continuam a fechar a bom ritmo. As salas  livres de pipocas, colas e arrotos, frequentados por gente civilizada que se sabe comportar em público, não têm  espaço neste país.
Depois do encerramento do Londres, no Verão, chegou agora a vez do King, 
Das salas tradicionais resta o Nimas  e, a espaços, o S. Jorge. Ambos com programações direccionadas para públicos específicos. 
Problemas económicos da empresa Castello Lopes provocaram o encerramento do Londres. A nova Lei das Rendas - feita com os pés- obrigará Paulo Branco a encerrar o King.
Não faltará muito tempo até que as pessoas da minha geração tenham perdido todas as salas de referência da juventude. 
Os mais velhos não têm dinheiro para ir ao cinema, ou não estão dispostos a  partilhar o mesmo espaço com cheiros nauseabundos a pipocas e gente imbecil que nem sequer sabe sentar-se numa cadeira sem por as patorras nas costas da cadeira da frente. 
O cinema de centro comercial triunfou, mas ainda há esperança que exemplos como o do renovado Alvalade possam salvar o prazer de ir a uma sala de cinema cheia, onde as pessoas ainda sabem comportar-se. 

E o resto é conversa!

Já fui  muito crítico do CR 7 da selecção e, por isso, considerei Messi o melhor jogador do mundo até 2011. Actualmente, Cristiano Ronaldo é, sem sombra de discussão e a grande distância de Messi, o jogador mais valioso. Compará-lo a Ribery é um insulto. Ou cegueira...
Após este interlúdio, voltemos a concentrar-nos no que é importante e deixemos o futebol em paz até Junho.
( Sou um lírico, eu sei...)

Le premier bonheur du jour

Pintura de Paul Signac