quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Diário de um idiota (4)



A máxima deste governo passou a ser “É tão giro ter um mini”!
Depois de criar os mini empregos, os  mini salários e as mini pensões , as mini cabeças criaram os mini cursos.
 São cursos superiores de curta duração, à la Relvas.
Tem lógica… eu é que sou idiota!

Sejamos realistas!

Não é por deixarmos  de escrever sobre futebol que os tugas deixam de se alucinar. Não é por deixarmos de falar sobre futebol, que o tuga vai deixar de se alienar com os sucessos do seu clube ou da sua selecção
Já dei para o peditório dos “educadores do povo”, da “grande luta da classes operária”, “da campanha  de higienização mental”. Fui tão ingénuo, que até creditei que as campanhas de dinamização cultural-  nas quais me orgulho de ter participado- iriam contribuir para esclarecer e educar o povo.
Hoje já sou mais crescido e não tenho ilusões. O povo é, normalmente, reacionário. Ou , se preferirem, de direita, pronto, mas  há uma coisa que qualquer governo sabe, seja de direita, de esquerda ou do centro: o povo não se educa politicamente. O povo aliena-se com futebol, show bizz e consumismo, para que não questione o poder.
 Importante, para que possa ser diferente, é dar-lhe  condições para evoluir culturalmente , facilitar o acesso ao ensino e ao debate  de ideias para, então, fazer livremente as suas escolhas.  Tudo isto já Marx sabia, mas não sei se  gostava de futebol…

Cabrão é que não, sff!

"Quando é que percebem que na frase "És o maior, caralho!", proferida por Bruno Alves, o último vocábulo não corresponde a um palavrão, mas sim ao complemento circunstancial de felicidade, uma espécie de fogo de artifício da língua portuguesa?"
(Barbara Baldaia in FB)

É isso mesmo!  Podia aplicar-se o mesmo de “filho da puta” e outras expressões  utilizadas para exprimir felicidade, frustração, desgosto. Mas, por favor, nunca  chamem cabrão a um gajo do Norte! Isso sim, é insulto!

Those were the days (36)

Ilha da Boavista - 2013