sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Dia do Desassossego (1)

Amanhã, dia 16, é Dia do Desassossego. Uma iniciativa da Fundação José Saramago, para assinalar o aniversário do nascimento do nosso Nobel da Literatura.
Responda ao convite. Saia para a rua com um livro na mão, entregue-se à leitura em locais públicos e participe num (ou mais) dos muitos eventos que constam do programa. (clique na imagem para ampliar).
Desassossegue-se!

Isto penso eu, que sou um perverso do caraças!

O Papa Francisco tem muito a fazer em Portugal. No momento em que lança um inquérito aos católicos
sobre questões de sexualidade e família, a Confederação Episcopal Portuguesa  marca a sua posição assim
Não me espantaria se o objectivo destas declarações for exigir a revogação da legislação, oferecendo a Igreja em troca, um discurso mais benevolente - quiçá mesmo de apoio, como já ensaiou D. Policarpo- em relação às medidas de austeridade do governo e suas consequências.
Talvez seja perversão minha, mas não seria a primeira vez que assistiríamos a transacções pouco claras entre a Igreja e o poder político em Portugal.

Quando as putas se fingem de virgens, acaba-se na violência doméstica


Ontem foi o  Dia dos Arrependidos.  No DN, André Macedo divulgava um encontro conspiratório com Gaspar, onde esteve presente, destinado a delinear uma estratégia concertada de ataque oa governo de Sócrates. Estas reuniões em off  vulgarizaram-se de tal forma, que já não espantam ninguém.As revelações de André Macedo podem causar alguma surpresa mas, não mais do que isso. 
Na Visão, Fernando Moreira de Sá  fez-me lembrar João Carlos Santos ( até nos arrependidos os partidos do  Centrão se equivalem)    ao divulgar, em entrevista, aquilo que há muito fora revelado nas redes sociais.
Da entrevista de Fernando Moreira de Sá,  penso mais ou menos o mesmo que a Fernanda.  
Apesar de tudo recomendo a leitura da Visão. Principalmente àqueles ingénuos  que acreditam em fadas.
A orquestração da campanha contra Sócrates, visando aplanar o caminho de Coelho até ao pote, foi nojenta e toda a gente sabe quem participou nela. Na blogosfera e nos jornais. 
O DN foi o  centro operacional. Entre o  batalhão de jornalistas afectos a Coelho alguns eram pivôs da conspiração ( todos falam do FAL mas esqueceram-se , por exemplo, de Maria de Lurdes Vale?) que se comportaram como fanáticos, manipularam ou fabricaram notícias e desprestigiaram o jornalismo.
Esses jornalistas estão identificados há muito e a notícia dos almoços  e das reuniões  conspiratórias não são novidade nenhuma.  Triste, é assistir ao espetáculo de um  dos intervenientes nesse complô vir  agora fingir-se de virgem, como se nada tivesse a ver com o assunto e só tivesse passado pelos almoços para comer à borla. Esperava mais dignidade de Pedro Correia, apesar de...

Entraram no túnel errado!



Os patuscos do pote andaram dois anos a dizer que Portugal não era a Grécia, mas sim a Irlanda e lá para Junho, depois do remake de 1640, iríamos dar provas de que podíamos ter um programa cautelar igual ao da Irlanda.
 Ainda ontem de  manhã, animados por uns laivos de crescimento, vieram todos dizer que já viam luz ao fundo do túnel e confirmar a concretização do milagre.
Talvez por estarem fartos das mentiras e comportamentos pueris ( apesar de obscenos em relação ao povo)  da trupe de patuscos, os fazedores de milagres mandaram uma mensagem a dizer que não havia milagre para ninguém e não gostavam de bons alunos batoteiros que, para obterem boas notas, copiavam pelo parceiro.  
Os milagreiros deram um empurrãozinho à Irlanda  para se desenvencilhar sozinha e os nossos meliantes ficaram sem farol que lhes servisse de guia e entraram no túnel errado. 
O mais provável é que, depois de se perderem por atalhos, acabem por se encontrar com a Grécia num qualquer cruzamento. Temo é que, nessa altura, a Grécia não nos ligue nenhuma, por já ter encontrado o caminho certo e se estar a borrifar para nós.
Nesse dia, os meninos bem comportados deviam ser fuzilados, por terem seguido uma luz e desdenhado a experiência de um cão guia. 

Grandes autores (26)

José Mauro de Vasconcelos(1920-1984)

"O Meu Pé de Laranja Lima". Quem não leu , levante a mão. Quem não gostou, levante as duas.