segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Abaixo de cão!

Sabemos que a vida humana vale pouco para os líderes europeus, desde o dia em que foi aprovado, pela UE, o subsídio diário de 2 €  para  alimentar uma vaca. Nesse dia, uma vaca  passou a  receber  um subsídio superior ao atribuído a um cidadão com fome.
Também já sabíamos, desde 2003, que a UE subsidia, através da PAC, os touros de lide o que, dito por outras palavras, significa que a UE financia as touradas por debaixo da mesa.
Hoje, fiquei a sabe, que os cães polícias do Reino Unido  vão receber uma pensão de reforma no valor de 1800€/mês.   
Dito por outras palavras: um cão polícia inglês recebe uma reforma superior a um polícia ou à esmagadora maioria dos cidadãos portugueses, incluindo licenciados. (Confira aqui)

As escolas que vieram do frio.

Filinto Lima desmontava ontem, no "Público", a falsidade do ranking das escolas,  que parece ter sido estabelecido de acordo com os interesses do governo.
Não vale a pena, no entanto, perder muito tempo com vigarices e encomendas produzidas para satisfazer os interesses de uns quantos trampolineiros à volta de uma gamela.
Mais importante é lembrar o que está a acontecer na Suécia, onde existe um modelo de concessão da gestão das escolas públicas a privados ( similar ao  proposto por  Paulo Portas, bichanado por Crato).
O modelo outrora apontado como exemplo a seguir  colapsou, porque assentava em pressupostos errados.
A atribuição dos montantes dos subsídios, em função do número de alunos, levou muitas escolas a inflacionarem as notas dos seus alunos, o que lhes permitia aparecer nos primeiros lugares do ranking, captar mais alunos e mais dinheiro dos contribuintes suecos.
Acontece, porém, que um dos maiores grupos privados a quem foi atribuída a gestão de escolas  públicas, abriu falência em Maio deixando mais de 10 mil alunos impossibilitados de prosseguir os estudos.
Se cito o exemplo sueco, é por ser do agrado de Crato, mas há muitos outros países ( a maioria na Europa Central e do Norte) que têm seguido o modelo de privatização das escolas públicas e estão, neste momento, a perceber o erro de terem permitido que a educação se transformasse num negócio para gananciosos. 
A escola priva(tiza)da é um logro. Não há provas de que seja melhor, nem que seja mais barata. A única prova que existe é que é segregadora e  tem enchido os bolsos de alguns gananciosos.
Apesar do falhanço absoluto, o governo insiste nesse modelo. Por teimosia? Por Fé? Ou apenas porque há no governo quem esteja interessado em partilhar os lucros?  


Nunca lhe peçam para mentir!

 É raro o dia em que não haja um membro do governo a dar um tiro no pé e fornecer munições à oposição.
As declarações Rui Machete, na Índia, retiraram aos ministros um  forte argumento forte para explicar o  falhanço do governo. Como os acontecimentos posteriores vieram a provar, no caso de Angola, Machete limitou-se a dizer a verdade, algo com que PPC e a sua equipa lidam muito mal. 
 Agora, na Índia, RM voltou a dizer aquilo que, muito provavelmente, terá ouvido numa reunião do conselho de ministros. Limitou-se, uma vez mais, a ser sincero e honesto Resta saber como é que depois das palavras do ministro ( a explicação hoje dada pelo MNE é infantil e anedótica) , o governo vai continuar a culpar o Tribunal Constitucional em caso de segundo resgate?   

Those were the days (32)


Magusto de S. Martinho em Marvão ( Desta vez as fotos não são minhas)
Este ano, por causa da crise,  o magusto será aqui