quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Grandes autores (23)

Emilio Salgari(1862-1911)

 Salgari foi o criador de Sandokan, figura que povoou o imaginário dos adolescentes da minha geração. Razão mais do que suficiente para figurar nesta galeria

O que lhes vale é a Santíssima Trindade

Uma vez que este rocambolesco caso envolve Marco António Costa o mais natural é que o PSD reaja pelo mais recente método da canalhice: o método Marilú
Intoxica-se a comunicação social dizendo que se trata de documentos falsos e, quando vier a ser provado que não há falsificação nenhuma, assobia-se para o ar. Os vigaristas têm sempre desculpa ou justificação para as suas acções.

Não comecem já a deitar foguetes, tá?

Antes que os blogueiros do costume comecem a tecer loas ao governo e a celebrar estes números do desemprego, é melhor ensiná-los a fazer contas e alertá-los que ( como lembra o próprio INEdescontado o número de emigrantes e a diminuição do número de activos, a taxa de desemprego talvez nem tenha diminuído.
 Além disso, o emprego de longa duração continua a aumentar e esse é, em certa medida, o mais preocupante, pois abrange desempregados dos escalões etários acima de 40 anos que dificilmente voltarão a encontrar emprego compatível e ainda estão longe da idade da reforma.
Querem tudo muito bem explicadinho? Está aqui...

A minha opinião? Os pobrezinhos são uns invejosos "Sei lá!"

Vejamos o lado positivo da coisa: ela não tem neurónios, mas tem opiniões.
O problema não é ela não ter neurónios, é haver um canal de televisão que a convide para dar opiniões.

A liberdade passou por aqui?




“ O Botequim da Liberdade” é um livro de vivências e de afectos, onde  Fernando Dacosta  é o nosso guia numa viagem ao passado, tendo sempre  o Botequim como ponto de partida e Natália Correia como musa.
O grande mérito deste livro é recordar alguns episódios de uma  história recente. Dos anos de brasa ao início dos anos 90,  há uma série de episódios e acontecimentos, analisados na perspectiva do autor, nem sempre coincidente com a opinião de quem o lê. Porém, o simples facto de nos recordar esse período estimula a reflexão  e deixa ao leitor a possibilidade de o reescrever de acordo com a sua própria opinião.
Centrado na figura de Natália, e dela partindo para uma análise de um período conturbado da nosa História,“ O Botequim da Liberdade” é um texto laudatório sobre a poetisa que- foi perceptível na tertúlia de apresentação do livro, na biblioteca José Saramago- não recolhe unanimidade. Esse é outro dos seus méritos. Natália nunca foi consensual. Bem pelo contrário.  Despertou amores e ódios e reuniu à sua volta uma corte de pessoas dos mais diversos quadrantes ideológicos e  das mais diferentes áreas, que à noite tertuliavam no ambiente boémio do Botequim, movidos por interesses muito diversos.
O Botequim era a mais afamada e livre tertúlia de Lisboa. Talvez mesmo  a última tertúlia de Lisboa onde se exprimiam opiniões  livremente e se debatiam de forma acalorada, diferentes visões do mundo. Nem sempre foi assim.
 Natália Correia abriu o “Botequim”  para acudir ao seu marido ( o sr Machado)  que  foi à falência, depois de ter sido um hoteleiro de grande renome e prosperidade. No entanto, só  em 1971, após a sua mort,e  se tornou anfitriã daquele espaço ( tendo como sócias Isabel Meyrelles e Helena Roseta) que  deixou então  de ser um local de reunião de  gente da extrema-direita, para se tornar numa tertúlia diversificada, ao gosto de Natália.  
Natália, anti europeísta até ao tutano, generosa e implacável, lesta a apoiar e a repudiar, fiel aos amigos e com  palavra afiada para  quem desdenhava ou frontalmente se lhe opunha, foi sem dúvida uma das mais notáveis mulheres portuguesas do século XX. 
“ O Botequim” foi, por seu turno, um dos locais mais emblemáticos da noite de Lisboa. Naquele espaço exíguo onde em noites mais animadas, o fumo espesso apenas deixava vislumbrar as silhuetas, cerziu-se uma boa parte da História de Lisboa e do País.
Duas boas razões para ler o livro de Fernando Dacosta. Há, como já escrevi anteriormente, uma terceira:  revisitar o passado. Mesmo que dele tenhamos uma perspectiva diferente, como é o meu caso.
De Natália retenho, entre outras coisas mais agradáveis, a petulância que exibia em alguns momentos e o seu comportamento  ora desbragado, ora  oportunista . Do Botequim, uma memória ímpar, por ter sido a última tertúlia de Lisboa.
 ( Ler mais aqui)

Foi por vontade dos deuses...

Ontem, em Atenas, o Benfica ( a jogar bem) lutou bravamente para continuar na Europa, mas teve contra si os deuses (e Roberto) e viu-se obrigado a dizer-lhe  adeus.
Hoje, em S. Petersburgo, o FC do Porto ( a jogar mal) teve a protecção dos deuses ( e de Hulk e Helton) e manteve-se artificialmente ligado à Europa.Todos sabemos que é uma questão de tempo, até à hora da despedida…
Percebessem os nossos governantes alguma coisa de futebol e saberiam que o nosso destino na Europa não depende de jogar bem ou mal. Depende, exclusivamente, dos deuses dos mercados. O problema é que o Paulinho já não pode entrar nas feiras, sem ser apedrejado, e o Pedro é apenas  um robô sempre pronto a obedecer às ordens.  Dispensava-se, por isso, a oferta em holocausto de milhões de portugueses à voracidade dos agiotas. O nosso destino está marcado, quer sejamos bons ou maus alunos. Apenas a vontade dos deuses ( dos mercados)determinará o nosso futuro. Infelizmente, para todos nós, o nosso governo ainda não percebeu e milhares de  portugueses continuam ligados à máquina, à espera do milagre.