quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Gente de bem!

Ângelo Correia, Catroga, Maria João Avillez e uma catrefada de admiradores do regime têm-se desdobrado em elogios à honestidade e honradez de Pedro Passos Coelho. Afiançam mesmo que os membros do governo são gente de bem. Não me gozem, por favor!
Se ainda restassem algumas dúvidas quanto ao perfil canalha  de Passo Coelho, Portas ou Marilú, as medidas que visam proteger as pensões de Cavaco e Assunção Esteves ou o alívio da carga fiscal para as pessoas com rendimentos acima de 80 mil euros,  demonstram bem a índole moral da corja que nos governa. 

Das dificuldades interpretativas do sr. Aníbal

Já quase ninguém liga ao que Cavaco Silva diz. Eu próprio- que gosto de andar bem informado- gasto mais tempo a interpretar as miadelas da minha gata do que os dislates do sr. Aníbal.
O homem que chamou masoquistas aos portugueses por  dizerem que a dívida ( de 127%) é insustentável é o mesmo que derrubou um governo legítimo, com o argumento de que a dívida ( então de 94%) era insustentável. Esse facto é irrelevante. O sr. Aníbal sempre teve algumas dificuldades de expressão e não percebe as vantagens de os portugueses serem masoquistas
Parece-me pois  premente lembrar-lhe que masoquismo é andar a pagar as mordomias de Belém, a um inquilino preguiçoso, que não cumpre as tarefas que lhe foram confiadas pelos portugueses. Ou pagar os vencimentos e mordomias  de ministros que nos andam a roubar. Ou alimentar  centenas de assessores  que se andam a coçar pelos gabintes, cujo único mérito conhecido é ter o cartão de um dos partidos do governo.
Acredite uma coisa, sr. presidente. A sua sorte e a deste governo é os portugueses serem masoquistas.

Bancos portugueses recuperam credibilidade

Os bancos reagiram mal quando souberam que o Estado se apresta  a colocar no mercado uma nova série de certificados de aforro, cuja taxa de juro   será superior a 5%, ao fim de 5 anos.
Segundo os bancos, a rentabilidade deste novo produto  financeiro lançado pelo Estado é muito superior  àquela que os bancos estão autorizados a pagar aos seus clientes, pelo que o governo está a fazer concorrência desleal.
Esta gente dos bancos também já não é o que era!  Ainda acreditam  que os portugueses confiam na palavra de um governo que desfaz os seus compromissos  24 horas depois de os ter assumido? Quem acredita que daqui a 5 anos o governo vai pagar aquilo com que se comprometeu?
Estejam descansados, senhores banqueiros. Este governo é tão desonesto que vos devolveu a credibilidade. Ninguém lhes compra sequer, um alfinete de dama!

Notícias do novo ciclo (9)

1-O governo inventou mentiras novas e nomeou  novos intérpretes para as comunicar
2- Há mais dinheiro para as empresas e menos para quem trabalha ( agora chamam a isso crescimento)
3- Os impostos sobre funcionários públicos e pensionistas passam a chamar-se redução temporária de salários e pensões
4- Justiça social  significa, agora, cortar 82%  na função pública e despesas sociais do Estado e  aumentar em 4% o esforço da banca, petrolíferas ou redes de energia
5- A reforma do Estado  prometida por Portas há seis meses, passou a ser o segredo mais bem guardado do governo
6- O OE já não é apresentado por um tipo com ar  triste de quem está a levar um clister. Passou a ser anunciado por uma fulana  com  ar feliz de quem está sentada em cima de um vibrador.
7- Passou a haver três ministros de cabeleira loira ( Marilú, Teixeira da Cruz e Paulo Portas)
8- Pedro Passos Coelho domesticou  Portas e meteu-o no bolso. Bastou falar-lhe de submarinos e Portas passou de lobo mau a cordeirinho.
9- O novo ministro da Economia é mais bem falante do que o Álvaro, mas a sua  voz no conselho de ministros continua a valer ZERO!
10- Passou a haver o cuidado de dar tratamento especial ao PR, não lhe beliscando a reforma
Só uma coisa não mudou neste novo ciclo: a cegueira e estupidez de Cavaco.

Respigadores



Embora tenha nascido em Bruxelas, Agnès Varda não poderia deixar de estar incluída nesta homenagem ao cinema francês. O filme "Respigadores e Respigadoras" seria suficiente para justificar a escolha, mas  "Les demoiselles de Rochefort", "Cleo", ou  o maravilhoso " Les Plages d'Agnés", ( o seu último filme)  são  filmes que perduram na memória durante muitos anos.