quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Parada e resposta

Está animado o jogo de parada e resposta entre PSD e CDS. Ontem, no Parlamento,  o PSD deixou o CDS (João Almeida) sozinho a defender os cortes nas pensões de sobrevivência.
Hoje, depois de ser conhecida a proposta de corte de 15% nas subvenções dos políticos, o mesmo João Almeida veio dizer que isso é muito pouco e propôs o corte total.
Como irá responder o PSD?

Estão a ver como eu até gosto dos alemães?

Para quem pensa que eu  bão gosto dos alemães e os culpo de todos os problemas do país, deixo aqui uma prova de que estão enganados

Querem mesmo fazer a reforma do Estado? Juram?(8)

Ontem, a propósito da reforma de Estado ( que este governo não fez nem fará porque não sabe, mas insiste estar a fazer) PPC referiu-se aos concursos para dirigentes como um grande avanço.
Nem vale a pena lembrar PPC que essa medida foi implantada por Sócrates. Basta recordar  o PM  de uma coisa que - na maioria dos casos- ele não conseguiu  garantir: maior  transparência nos concursos 
Esta medida não poupa dinheiro, mas confere dignidade à função pública. Talvez seja por isso que o governo não está interessado em aplicá-la.
 Há concursos onde só falta dizer  que os concorrentes devem ter os olhos de determinada cor. Estão viciados à partida, porque nem sequer respeitam as regras que o próprio Estado criou para tornar os critérios de selecção mais transparentes. Depois, os directores gerais fazem o resto. Nomeiam em regime de substituição “o seu” candidato e, na altura de abrir concurso, este parte logo com a vantagem de ter experiência no cargo.
Eu sei que até há uma comissão de Recrutamento para analisar estas coisas. Por acaso, têm lá assento alguns directores gerais...




Isso também se aplica à Lagarde?

O FMI sugere que  suba para 60% os impostos sobre os mais ricos. Não só em Portugal, mas na generalidade dos países europeus.
Gostava de saber se a medida também  será aplicada a Christine Lagarde. É que a presidente do FMI está isenta de impostos...

Do desempenho dos papagaios

Como já disse, aquilo ontem foi um cocó.  Vou tentar explicar  rapidamente porquê...

Não é todos os dias que um PM tem direito a um talk show de duas horas na televisão, mas isso demonstra que os assessores de PPC aprenderam com o exemplo de Chavez ( tão criticado por Lombas e similares) e Paulo Ferreira fez-lhes a vontade ( não foi em vão que  Relvas o colocou lá, no lugar do Nuno Santos).
  Voltando ao talk show
1-  Os perguntadores foram pouco incisivos e, principalmente, nada concisos. Exigia-se-lhes perguntas directas, mas os portugueses, infelizmente, gostam mais de se ouvir do que fazer perguntas.
2-  Esta falta de assertividade foi música para Pedro Passos Coelho.Permitiu-lhe ser evasivo nas respostas e centrar-se naquilo que lhe era mais favorável.
3- Passos Coelho aproveitou bem as suas capacidades de papagaio/actor. Levava as respostas engatilhadas ( fez  bem o trabalho de casa) e a espaços conseguiu ser convincente e enganar espíritos mais distraídos. Foi o que aconteceu, por exemplo, no caso da pergunta sobre o IVA da restauração.
4-  A espaços demonstrou a sua capacidade de desenrascanço. Foi o que aconteceu numa resposta  sobre o QREN. Com aquele estilo Marco do Big Brother que lhe é tão peculiar, explicou que não permitiria que se cometessem erros dos anteriores Quadros Comunitários de Apoio, em que o dinheiro era dado a fundo perdido.Se o Relvas estava a ver deve ter dado umas boas gargalhadas e dito para os seus botões: " Grande safado, Pedro! Não te fez jeito aquela formação de pilotos que fizeste na Tecnoforma? Não foi um excelente negócio? Não sejas mal agradecido, pá!"
5- La Feria deve ter ficado arrependido ( ele já pediu desculpas aos portugueses pelo erro) por nunca ter descoberto as capacidades ocultas daquele barítono que um dia foi a um casting.
6- Já na parte final, em resposta a uma pergunta de Carlos Daniel sobre Rui Machete, mostrou bem o carácter que o enforma e, a propósito de Paulo Portas, não deixou de dar uma facadinha no parceiro de coligação.
E, claro, como ontem já vos tinha dito lá deixou cair "distraidamente"  o anúncio de que vem  aí um Orçamento Rectificativo ainda para 2013.
No cômputo geral, foi hora e meia de tempo de antena. PPC poderia tê-lo aproveitado para disfarçar toda a sua incoerência, inconsistência (no caso das pensões de sobevivência) e o espírito vingativo que o anima. ( O TC obrigou a devolver os subsídios de férias aos funcionários públicos? Não faz mal, nós cortamos-lhes esse valor nos salários)
Não conseguiu. O que demonstra que poderia ter sido um excelente barítono ou vendedor de banha da cobra, mas nunca saberá desempenhar o papel de primeiro-ministro