segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A Regra do Jogo

Jean Renoir

Após a interrupção de fim de semana, regressa "O mês da francofonia".
Hoje a recordação vai para Jean Renoir ( 1894-1979) um dos mais importantes realizadores franceses-também um pouco brilhante actor- que é muitas vezes apontado como o pai da nouvelle vague.
"Nana" e "A Regra do Jogo" são dois dos seus filmes de culto, mas a maioria dos seus filmes não passou no circuito comercial português. Era, no entanto, um realizador muito querido e aclamado nos cineclubes. Foi  por isso no cinema S. João do Porto, em fins de tarde de sábado, que assisti a filmes como "Elena et les hommes" ou  "L'homme du sud", integrados na programação do Cine Clube da Boavista.
Jean Renoir recebeu um Óscar honorário em 1975 e venceu o Festival de Veneza em 1951, com " Le Fleuve" ( um filme que nunca consegui ver)mas, estranhamente, nunca recebeu uma Palma de Ouro.

Deixem-nos respirar!

" (...)A democracia, apesar de ser o menos mau de todos os regimes conhecidos, obriga-nos a viver numa proximidade promíscua com gente a quem não permitiríamos sequer a entrega de uma piza em casa(...).
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Estão a perceber...

E a próxima medida do governo é...

As boas contas de Passos Coelho

Passos Coelho passa a vida a dizer que é um homem de boas contas.Eu faço de conta que acredito, mas a prática insiste em demonstrar-me o contrário.
Veja-se o caso dos outsourcings a que já aqui me referi, como sendo um exemplo das gorduras do Estado que o governo não corta, vá lá saber-se porquê.
Há dias a RTP fez uma reportagem onde mostrava vários casos de precários, licenciados, que estão a ser contratados com salários entre os 310 e os 485€.
Relatava-se também o caso de um colégio privado que pretendia contratar um professor, com um salário de pouco mais de 3€/hora.
Foi, no entanto, um caso relacionado com uma licenciada a trabalhar no Estado que me levou a escrever este post. A licenciada em questão recebe 600€/mês. No entanto, custa ao Estado 1200€/mês. Porquê? Porque o governo de Passos Coelho, interessado em sanear as contas públicas, contratou esta licenciada a uma empresa, que se abotoa com outros 600.
Não seria mais lógico - e de boas contas-  o Estado contratar directamente a licenciada no mercado de trabalho? Qual será o interesse de estar a pagar a uma empresa um serviço que o próprio Estado pode fazer, através da Bolsa de Emprego do IEFP?
Mistério das boas contas de Passos Coelho. Este não é, certamente, um caso único mas bem elucidativo da forma como o Estado delapida o dinheiro dos contribuintes.