sábado, 5 de outubro de 2013

Porque não te calas?


O garçon de Bush, Blair e Aznar, que jurou ter visto provas das armas de destruição maciça no Iraque, não perde uma oportunidade de denegrir e ameaçar Portugal, com o intuito de angariar simpatias para a sua causa: ser promovido nas instituições internacionais.
Agora, veio ao Algarve enfileirar no coro de ameaças ao Tribunal Constitucional

Com três letrinhas apenas se escreve a palavra compadrio

Ainda sou do tempo em que Pedro Passos Coelho garantia que ministro que mentisse seria demitido. Ao longo de dois anos, o actual governo integrou mais mentirosos do que uma turma de Pinóquios. Nenhum foi demitido. 
Num governo de um país decente, com um PM que conhecesse os padrões mínimos da dignidade e da honra, a Marilú já tinha sido corrida à moda dos Ena Pá 2000 e Rui Machete teria pedido de imediato a demissão, depois de serem conhecidos os seus pedidos de desculpa a Angola. ( Já nem falo das mentiras sobre o BPN, nem do facto de ter envolvido a PGR no caso de Angola).
Num país onde a dignidade fosse um valor, Joana Marques Vidal já teria exigido a  PPC a demissão de Rui Machete e, no caso de o PM  conntinuar a defender o MNE, seria a PGR a apresentar a demissão.
Vivemos, infelizmente, num país onde o poder pol´tico não tem dignidade nem honra. Por isso assistimos a um  vergonhoso discurso de Cavaco neste 5 de Outubro, onde faz um ataque desmiolado a Rui Moreira e a uma declaração de PPC sobre Machete que inquina a relação dos portugueses com a classe política.
Como classificar um PM que defende aldrabões, apelidando as mentiras de inverdades e aceita que um MNE enxovalhe o nome do país?
Eu compreendo que, estando PPC em vésperas de iniciar uma visita a Angola não queira problemas. Entendo que PPC tenha de defender Rui Machete, porque tem uma dívida de gratidão para com ele
Não consigo é compreender como é que um PR que jurou defender a Constituição e os interesses do país  se refugia numa atitude cobarde.
Ou se calhar até compreendo. Com três letrinhas apenas se escreve a palavra compadrio: BPN

Eu já disse isto?

Então vou repetir:
É  risível a forma como alguns comentadores têm procurado denegrir a vitória do PS nas eleições autárquicas.
Não foi uma vitória esmagadora, como eu próprio escrevi no dia seguinte, mas foi uma vitória clara. Andar por aí a dizer e escrever que o PS não pode estar satisfeito com os resultados porque apesar de ter conquistado 150 câmaras perdeu duzentos mil votos e teve uma percentagem ( 36 vírgula qualquer coisa) inferior em menos de 2 pontos à obtida em 2009, é má fé e desonestidade intelectual.
Gostaria de lembrar a esses sujeitos que o PSD não só perdeu mais de 500 mil votos, como baixa a sua votação em quase oito pontos (provavelmente até mais, mas as coligações com o CDS  disfarçaram um bocado o mau resultado)  perde bastiões como Vila Real e Madeira, tem duas derrotas estrondosas no Porto e em Lisboa e perdeu influência no Cavaquistão, deixando fugir várias câmaras para o PS.
O PS não teve - por culpa própria- uma vitória esmagadora, realmente. Podia e devia tê-la alcançado, mas cometeu erros de palmatória em autarquias importantes como Matosinhos e Braga.  Daí a denegrir a vitória dos socialistas vai uma grande distância.