sexta-feira, 4 de outubro de 2013

L'amour ne dure pas toujours?


Alguns se lembrarão que este era o título de uma canção de Françoise Hardy e lembro-me dela sempre que falo sobre este filme que escolhi para hoje, no âmbito do Mês da Francofonia.
Com Jean Louis Trintignant ( um dos ícones do cinema francês ) e uma para mim desconhecida Emmanuelle Riva, "Amour" foi um dos melhores filmes que vi este ano e entrou para a lista dos "filmes da minha vida".
Mas, sobre o filme, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, do Prémio Europeu do Cinema e galardoado com o Óscar para o melhor filme estrangeiro em Hollywood, resta-me aconselhar, a quem ainda não viu, que não perca porque, sobre o filme já escrevi tudo aqui e não me vou repetir.

O momento da verdade

Hoje, na AR, Pedro Passos Coelho disse "este é o momento da verdade".Fez uma pausa de cinco segundos e voltou ao seu discurso natural de mentiroso. O que é que o homem disse?
Que não havia corte retroactivo das pensões, porque não ia obrigar os pensionistas a devolver o dinheiro que já receberam.
Eu não sei se PPC  é idiota ou pensa que os portugueses são idiotas. Sei é que é um grande aldrabão e gosta de jogar com as palavras. Para ele uma mentira é diferente de inverdade, como mandou o Montenegro dizer a propósito das mentiras de Rui Machete. PPC é um tipo rasca, como ficou  bem claro no debate desta manhã na AR.
O problema de PPC não é, apenas, ser um mentiroso compulsivo. Ele tem um problema de saúde mais grave. Vive num mundo de ficção, criado no seu mundo imaginário que só ele e os seus próximos visualizam. Não se apercebe  que mente, porque tem um vocabulário próprio e as mentiras que diz no mundo real são verdades no seu  mundo de ficção.
Esta doença tem um nome e devia ser impeditiva do desempenho do cargo de PM. 

Portas, o transformista da cabeleira loira

Há muito tempo se sabe que Paulo Portas gosta de cabeleiras loiras. Ontem, junto a uma loira da L’Oreal, o vice primeiro ministro deve ter recordado tempos e locais onde já foi feliz e anunciou  aos portugueses o Inferno  que aí vem, como se fosse o paraíso.
Não me passou despercebido o sorriso dissimulado de Portas quando respondia a algumas questões dos jornalistas. Só não lhe caiu nenhum dente, porque depois de lhe terem caído os originais, Portas comprou  aquela dentadura luminosa  e colou-a às gengivas com Calgonit.
Quando lhe perguntaram o ponto da situação sobre a reforma de Estado, Portas fez-se desentendido e disse que se veria no OE. Não houve nenhuma alminha caridosa  a lembrar-lhe que uma reforma de estado não se plasma no OE, mas sim as suas medidas quantitativas. e Portas lá passou, uma vez mais, entre os pingos da chuva, acoplado à cabeleira loira que tinha ao seu lado, que de quando em vez tapava a boca com a mãozinha marota, para dissimular o gozo ou preparar mais uma peta.
Não direi, como Henrique Monteiro hoje no "Expresso", que Portas passou na prova oral da troika" (cof!cof!cof!) Foi um excelente espectáculo de transformismo, há que admiti-lo. A irrevogabilidade de uma demissão transformou-se em coesão governativa; a exigência de reduzir o défice, transformou-se em contas realistas; o semáforo na linha vermelha, passou  a amarelo intermitente. Todos os cortes são possíveis, desde que o alvo sejam os funcionários públicos.
A parafernália de números de transformismo protagonizados por Portas é notável e mostram a sua versatilidade. Até conseguiu transformar uma derrota eleitoral do governo numa vitória estrondosa do CDS. Portas é capaz de tudo. Desde que esteja acompanhado de uma cabeleira loira.
Presumivelmente, durante o fim de semana,  Marques Mendes, Marcelo e outros comentadores expressarão  a sua satisfação pelo facto de o governo ter aprendido a comunicar.

Esta gente não aprende nada!

Escrevi vários posts, antes e depois das eleições autárquicas, onde procurei fazer uma análise sobre o fenómeno dos independentes. Num dos últimos posts, manifestava a esperança de os partidos tirarem as devidas ilações dos resultados obtidos pelos independentes.
A avaliar pelo que se está a passar em Sintra ( devo dizer que nada conheço sobre as tricas políticas de Sintra e posso, por isso, estar a fazer um juízo errado) nada mudou ou vai mudar.
Basílio Horta anunciou que se vai coligar com o PSD e a CDU em Sintra.  Rejeitou qualquer aliança com Marco Almeida, que conquistou o mesmo número de vereadores do PS, alegando que a candidatura de Marco Almeida era independente e contra os partidos.
Parece-me uma postura errada. A última coisa que desejo é a proliferação de candidatos pseudo-independentes como Marco Almeida mas, colocar-lhes um estigma por concorrerem à margem dos partidos é uma opção perigosa. Um dia destes pode voltar-se contra o próprio PS que devia ter sido mais humilde e reconhecer o erro grosseiro que cometeu em Matosinhos ao apoiar um independente contra a vontade dos matosinhenses. 
Os independentes não são uma solução em democracia mas, em determinados momentos, podem ser fundamentais para a consolidar, se os partidos souberem interpretar os resultados eleitorais.
Infelizmente, parece que esta gente não aprende nada.