quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A anti-vedeta

Annie Girardot com Alain  Delon em " Rocco e os seus irmãos"


Ontem um realizador, hoje uma actriz.
São muitas as actrizes e actores  franceses que admiro e tive dificuldade em escolher um(a) para começar. Optei pela já desaparecida  Annie Girardot (1931-2011), o patinho feio das telas, mas muito respeitada em França e na generalidade dos países europeus, pelo seu trabalho no cinema, mas também no teatro.
Devo tê-la visto pela primeira vez  num filme de Visconti ( Rocco e os seus irmãos), mas é o seu desempenho em "Vivre pour Vivre" , de Claude Lelouch, que me vem à memória quando faço rewind e tento lembrar quando a "descobri".
Trabalhou com alguns dos mais destacados realizadores europeus, mas recordo a sua excelente interpretação ao lado de Jean Louis Trintignant no  filme  " Chove em Santiago" do sul americano  Helvio Soto ( sobre o golpe militar que derrubou Allende). 
Ao longo da carreira recebeu dois Cesares, o último dos quais em 1996, pelo papel de melhor actriz secundária em " Les Miserables" de Claude Lelouch (1995)
A atribuição do prémio causou bastante surpresa, pois desde meados dos anos 80 Annie Girardot  "desaparecera", só  voltando a filmar com Lelouch. A cerimónia de entrega do Cesar foi, porém, um dos momentos mais emocionantes que alguma vez presenciei em cerimónias deste género. Ao agradecer o prémio, Annie Girardot, visivelmente emocionada, disse mais ou menos isto:
-Não sei se fiz falta ao cinema, mas  senti uma falta enorme do cinema francês.
Como que impulsionado por uma mola,  o público que enchia a sala  levantou-se e tributou-lhe uma extraordinária ovação.
 Uma das suas últimas aparições foi em "A Professora de Piano"  de Michale Hanneke, com Isabelle Huppert (2001).

Abre as pernas, coração!

Lembram-se daquela anedota do miúdo que chega ao pé da mãe e pergunta:
- Mamãe, mamãe, o coração tem pernas?
- Que tonteira Dudu! Onde você aprendeu isso?
- É que ouvi papai falando com a faxineira lá no quarto e papai dizia" Abre as pernas, coração!"
Pois eu lembrei-me, quando soube esta notícia. Este homem tem um coração do tamanho do mundo e as pernas tão abertas, que deve lavar os t...... no Atlântico.
Para que não haja confusões:  por ali  come-se um arroz de marisco divinal!

Não vou perder...

Só para ver a cara com que o Paulinho dos Enchidos  vai anunciar que foi obrigado a ultrapassar a Linha Vermelha. É hoje, às 18 horas!

Como se diz palhaço em sueco?

O cavalheiro que jurou ser presidente da república, mas entretanto se esqueceu de cumprir a Constituição,   está de visita à Suécia. Rezam as crónicas - confirmadas pelas imagens televisivas - que o senhor que habita em Belém anda visivelmente bem disposto e nem sequer se lhe entaramela a língua quando fala com os jornalistas.  Não há dúvida que o seu aspecto melhorou imenso nestes dias...
Se eu fosse o médico de Cavaco Silva aconselhava-o a ficar por lá, mas a ficar caladinho, para não dizer estas coisas com aquele ar de superioridade académica  que a realidade desmente
Com a transumância de Aníbal todos ficaríamos a ganhar e o próprio evitaria  ser enxovalhado, ao ser apanhado em público a levar umas reguadas

Sobe, sobe, balão sobe...

Este governo -que PPC jurou privilegiar a competência, a experiência (sublinho experiência) e ser avesso a clientelismos -  tem sido um  alfobre de tesourinhos deprimentes, no concernente a ascensões meteóricas.
O ex-jornalista  e editor de política do DN, Francisco Almeida Leite, é um dos exemplos mais flagrantes de que não há almoços grátis e, por isso, está a ser bem recompensado pelo trabalho desenvolvido no DN para a promoção de Pedro Passos Coelho.
Em apenas dois anos foi nomeado administrador do Instituto Camões, depois secretário de estado dos Negócios Estrangeiros de Paulo Portas e agora foi indigitado pelo governo para vogal da administração executiva do banco de investimento SOFID.
Eu já sabia que não havia almoços grátis, mas este comensal que organizava almoçaradas com PPC e outros jornalistas durante a campanha eleitoral- onde certamente recebia instruções que diligentemente debitava nas páginas do DN como notícias, cobra-se bem.
Nada tenho contra FAL, mas as coisas são o que são...
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