sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Jantar chinês

Tenham um excelente fim de semana

Portas aos seus amores tão dedicado...



O título “Portas endurece troika”  é  um bocadinho perverso  e está desactualizado.
É verdade que quando a troika soube que Portas tinha batido com a dita, ficou alvoroçada e tremeu de medo. Vai daí, substituiu imediatamente o escurinho e admitiu mesmo permitir que o défice português chegasse aos 10%.
Isso foi, porém, numa primeira fase.
Quando  percebeu que Portas se  deixava comprar facilmente, em troca de um gabinete jeitoso num palácio, a troika mudou de estratégia. Informou-se sobre as estâncias de Inverno preferidas pelo vice-primeiro ministro e ofereceu-lhe um livre de trânsito, acompanhado do pagamento vitalício de anuidades para um solarium da moda.
O arquitecto do Sol(stício) tem de arranjar melhores investigadores antes de fazer primeiras páginas bombásticas, mas só o vai perceber quando ouvir Portas , num discurso inflamado em que aparecerá ao país com a bandeira nacional a cobrir-lhe o corpo, dizer que ultrapassou a “linha vermelha” e aceitou tudo que a troika impôs, por amor à Pátria.

Querem mesmo fazer a reforma do Estado? Juram? (2)

Então acabem com a cultura do chefinho


O número de chefias em cada serviço  é mais ou menos aleatório. Daí que se encontrem chefes de divisão a coordenar 70 ou 80 funcionários e chefes de departamento a dirigir duas, três, ou cinco pessoas.  
O mais surpreendente é esta irracionalidade coexistir dentro de um serviço e não ser apenas variável consoante os ministérios- o que, apesar de absurdo, ainda se podia compreender.  Há serviços onde um chefe de divisão coordena mais funcionários do que um chefe de departamento, o que é uma aberração inexplicável.
Deveria ser estabelecido um ratio chefias/ funcionários – pelo menos no âmbito de cada ministério- que acabasse com o desperdício. 
É possível – e desejável- reduzir o número de chefias. E não apenas as intermédias.
Há um exagerado número de direcções gerais. Algumas têm 20 ou 30  funcionários e a sua existência deve-se ao facto de ser preciso alimentar clientelas partidárias, oferecendo lugares de directores gerais.
Muitos destes directores de estruturas minúsculas, são lá colocados pelos partidos para aprenderem a tecer as teias do poder, em microcosmos unicelulares  que depois interagem até formarem um corpo uniforme e coeso.
A maioria destas micro direcções gerais devia  ser integrada em estruturas mais alargada  dos ministérios da tutela, com um nível de departamento.. Além de ganhos de  eficácia, a  poupança também seria significativa, pois poupar-se-ia em automóveis, despesas de funcionamento e logística.
Falando apenas das viaturas...
Em qualquer país do mundo remediado- e mesmo em alguns países ricos- os directores gerais deslocam-se nos transportes públicos, ou no seu carro particular, como qualquer funcionário. Em Portugal, director geral é sinónimo de diversas mordomias, entre as quais se inclui o direito a viatura que o vai buscar e levar a casa, além de outros biscates. Ora  este governo, em vez de cortar nas viaturas, faz exactamente o contrário, atribuindo viaturas do Estado a  alguns directores gerais que não tinham esse privilégio. Claro que o carro é atribuído ao serviço e não ao director- geral, mas toda a gente sabe como as coisas funcionam....

Lição da Universidade do PSD: os pais andam a chular os filhos



Ontem, na universidade de verão do PSD, Alexandre Relvas explicou aos jovens laranjas que os pais deles são uns chulos  que andam a viver à conta dos filhos.
Nem o facto de a intervenção de Alexandre Relvas  assentar numa mentira ( há muitos mais pais a sustentar os filhos do que o contrário)  e ter sido feita durante um jantar, justifica as afirmações deste empresário, certamente habituado a chular trabalhadores das suas empresas - o que deve achar justo.
A intervenção de Relvas - acirrando o combate intergeracional- é inqualificável, própria de um escroque, mas explica a razão de haver cada vez mais filhos a bater/ matar os país.
Relvas foi muito aplaudido, pelo que se fica a saber que aqueles jovens concordam com a tese de que os pais são um estorvo e talvez seja melhor matá-los com uma injecção atrás da orelha
No fundo, a culpa de haver gente com tanta baixeza moral como este Relvas é dos pais.Andaram a criar monstrinhos, fazendo todas as vontades aos filhos e incapazes de os contrariar nos seus desejos,exigências e birras. Não é preciso ser psicólogo, pedopsiquiatra nem pedagogo, para perceber que o resultado seria este.Talvez seja o castigo que alguns paizinhos merecem!
Se tiverem estômago para ouvir as declarações do empresário Relvas- mais um discípulo de Cavaco, cujo goveno integrou- , é só seguirem o link
Se vomitarem, a responsabilidade não é minha...

Those were the days (23)




Xangai ( the old town)