quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Grandes autores (17)

Alfred Döblin ( 1878-1957)
Eu sei que um livro apenas não serve para definir um grande autor, mas lembro-vos que esta rubrica surgiu para responder a um desafio da Teté sobre os 50 livros da nossa vida e expliquei-vos neste post as dificuldades que senti em dar resposta ao desafio.
Ora, "Berlim , Alexander Platz" está, seguramente, entre os 10 livros da minha vida. Não li mais nenhum livro de Döblin- creio não ter mais nenhum publicado em Portugal-   mas esta obra fascinante justifica plenamente, pelas razões acima aduzidas, a inclusão de Alfred Döblin na minha lista de grandes autores.

Those were the days (22)

Esta fotografia não vos recorda nada?  Que tal irem aqui para recordar?

Chumbado!

O Tribunal Constitucional chumbou a requalificação. Mais uma derrota para o governo, desta vez  bastante clara ( 6-1). Com tanta derrota, o governo já devia ter sido despromovido, proibido de participar em competições e os jogadores irradiados, mas o árbitro está comprado e faz de conta que não vê as sucessivas agressões.
O chumbo, porém, não  justifica que os funcionários públicos deitem foguetes. O governo estava preparado para e vai accionar o plano B: reduzir, ainda mais, os salários, enviar mais funcionários para a mobilidade especial e reduzir o pagamento dos que forem atirados para o lixo.
Palpita-me que o governo vai ficar a ganhar…

Tudo dentro da normalidade excepto...

Morreu hoje mais uma bombeira. Tinha apenas 21 anos.
Não há registo de um tão elevado número de bombeiros mortos durante o combate aos incêndios, em tão curto espaço de tempo. Mais... na primeira década deste século ( 2000 a 2009) morreram 23 bombeiros no combate às chamas. Só este mês já morreram cinco. A maioria deles jovens na casa dos 20 anos, com um futuro todo pela frente.
Estes números e o espectáculo  devastador  que nos é mostrado pelas televisões a cada hora, não preocupa minimamente o nosso primeiro ministro.Ele até admite que haja mais mortes, porque "quem anda à chuva molha-se" Está tudo dentro da normalidade e não se pode responsabilizar ninguém.
Sim, dentro de um quadro mental com distúrbios graves, onde a mentira e a realidade se misturam no mesmo quadro de ficção, é normal. João Miranda, por exemplo, acha que as mortes dos bombeiros são um desperdício e só servem para dar lucro aos bombeiros E também para eles se envaidecerem...
Tudo normal, portanto, dentro de certos quadros mentais criados em laboratório
Preocupante é que esses quadros mentais  coincidam com a reacção do primeiro ministro.

Querem mesmo fazer a reforma do Estado? Juram? (1)

Já se percebeu que quem  governa é absolutamente ignorante sobre a coisa pública.
Não faz a mínima ideia como funciona a máquina do Estado. Desconhece  as funções dos serviços. É incapaz de determinar os pontos de confluência entre organismos  (por vezes sob a alçada deo mesmo ministério) com  competências de tal modo próximas, que podem criar sobreposições e conflitualidades. Não sabe discernir entre  a percentagem   do orçamento de cada serviço que é gasta em mordomias  e a que é utilizada para cumprir a sua função. Não consegue determinar o desperdício com chefias intermédias, porque desconhece o “ratio”.
Daí que, quando falam de reforma do Estado, os senhores governantes só falem de cortes. Em vencimentos e em pessoal.   Exactamente o que  diria qualquer idiota, apanhado por uma câmara de televisão e um microfone, num inquérito de rua sobre o assunto.
Não tenho a veleidade de querer ensinar aos nossos governantes  como se faz uma reforma do Estado, mas sempre lhes digo que se querem cortar tenho muitas ideias  sobre o assunto  e nenhuma delas esquece que os funcionários públicos são pessoas.  Iguaizinhas às que trabalham no privado. Com família. Com direitos que devem ser respeitados. Que assinaram de boa fé um contrato com o Estado, por que pensavam ser uma pessoa de bem e mais fiável que alguns  ladrõezitos de casaca, a operar no sector privado. 
Mas se  o governo insiste nos cortes, tenho algumas  boas sugestões que vou deixar aqui nos próximos dias.

Peço desculpa, mas não percebo...

Sinceramente, não percebo qual é a indignação contra Maduro, por causa de levantar esta suspeição! Seria a primeira vez que os Estados Unidos se livram  de líderes inimigos, utilizando estratagemas semelhantes?
Além disso, desde quando é que os Estados Unidos respeitam os Direitos Humanos? Guantanamo será uma ficção?  O Mccarthismo nunca existiu? Porque havemos de acreditar que agora os americanos são diferentes, se há menos de meio século ainda  segregavam e perseguiam os negros?