segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Grandes autores (14)


Miguel de Cervantes (1547-1616)

Apenas li Dom Quixote, mas foi o suficiente para que o escolhesse como um dos 50 livros da minha vida.
Teria certamente recebido um Nobel...

Um pedido aos eleitores laranja

Defenestração do traidor Miguel de Vasconcelos


Se isso vos faz felizes, continuem a acreditar que a crise portuguesa é da nossa exclusiva responsabilidade e que os alemães, nossos amigos, estão muito preocupados com a situação  do país; 
Continuem a acreditar que a Merkel  e o sacana do paraplégico nos querem ajudar a sair da crise;
Continuem a pensar que todos os números que vão saindo a público, nestes últimos dias, indiciam a recuperação (e nada têm a ver com as eleições autárquicas que se aproximam);
Continuem a acreditar que a troika adiou a sua vinda a Portugal para fazer a 8ª e 9ª avaliações, por meras razões técnicas ( que nada têm a ver com as eleições alemãs e com as medidas de austeridade  que o governo vai anunciar depois das nossas autárquicas);
Acreditem no que quiserem- até na fábula do Durão Barroso, preocupado com Portugal- mas, por favor, leiam isto e abram os olhos. 
Pelo menos façam um esforço para perceber quais são os interesses de Pedro Passos Coelho, Maduro e outros ministros e ministeriáveis, quando saem em defesa dos pobres países do Norte que andam a pagar os vícios dos malandros do sul. Por muito menos, um punhado de valentes defenestrou o traidor Miguel de Vasconcelos. 
Já agora, meus caros ingénuos laranjinhas, ainda não perceberam a razão de o vosso amado líder ter acabado com o feriado do 1º de Dezembro?

Estarei a ver mal a questão?

Qualquer trabalhador, público ou privado, pode ver as suas férias interrompidas se a entidade patronal invocar motivo relevante. 
Não aceito, por isso, que os senhores juízes do Tribunal Constitucional se recusem a interromper as suas férias para analisar e votar um diploma sobre uma matéria que põe em causa o futuro de milhares de famílias portuguesas.
Oxalá isso não signifique uma alteração do sentido do voto do plenário, nem a garantia de que os senhores juízes terão os seus privilégios intocáveis, porque de suspeições está a justiça cheia...

Indignados, porquê?

Os bombeiros estão revoltados com o silêncio de Cavaco sobre a morte de três dos seus membros e ontem aproveitaram para manifestar o seu desagrado colocando mensagens no FB da presidência, na página onde o PR exprimia  o seu pesar e  fazia o elogio fúnebre de um fulano que pretendia a redução dos salários dos os trabalhadores portugueses para resolver a crise
 Não percebo a indignação dos bombeiros. Deram dinheiro a ganhar a Cavaco? Não! Foram informadores  da PIDE? Não!  
Os bombeiros já deviam saber  que Cavaco reconhece o mérito do trabalho de ex-agentes da PIDE e de gente que lhe deu  dinheiro a ganhar, como o amigo Oliveira e Costa. (Ainda será condecorado pelos bons serviços prestados ao país, antes de Cavaco terminar o seu mandato, vão ver!). No entanto, Cavaco fez questão de vir a terreiro apresentar uma desculpa extraordinária: a morte de bombeiros exige recato; a de Borges deve ser publicitada. Porquê?
Provavelmente  porque Borges-  que para aconselhar o governo  nas privatizações levava para casa 25 mil mocas por mês- vai  poupar 300 mil€/ano ( e mais uns trocos) ao Estado e, morrendo com 63 anos, prescindiu da reforma. Morreu servindo o país, enquanto os bombeiros morrem por uma razão mesquinha -e dispendiosa para o Estado- que é salvar vidas e património. 

Those were the days (19)

Córdoba (Alcazar)