quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Grandes autores (13)



Gunter Grass (1927-?)
Descobri  Gunter Grass quando estava em Macau (a oferta da Livraria Portuguesa  era pouco  variada nos primeiros tempos e  Grass foi -me aconselhado por uma amiga que lera  "O Tambor de Lata"). Gostei e logo de seguida empenhei todos os meus esforços para encontrar " O Gato e o Rato", o segundo livro da triologia deste escritor alemão, nascido em Danzig ( hoje Gdanks na Polónia)
 Já depois de Grass ter recebido o Prémio Nobel, em 1999,  comprei  o terceiro livro ( "O cão de Hitler")- que nunca cheguei a ler.
Quando  após a publicação de "Descascando a Cebola", ( que também não li) Gunter Grass revelou a sua ligação  às SS  disse que nunca mais leria nada dele  mas, felizmente,  percebi a minha estupidez e não cumpri a palavra. Tive  assim a oportunidade de ler no Verão passado  "O  Pregado". Passou a ser um dos 50 livros da minha vida - pelo menos temporariamente-  razão que me obriga a incluir Grass nesta rubrica. 
O livro é uma viagem fantástica entre o Neolítico e o final dos anos 70 do século passado e tem um Pregado como protagonista ( Não confundir com o nosso cherne, por favor). Para além de nos dar uma visão algo romântica da história alemã, associada à mitologia , em  " O Pregado" Grass reflecte sobre o feminismo e o papel de Homem e Mulher na sociedade. Um verdadeiro tratado.


Ó freguês! Vai um tirinho?

Das Gerações dos Trezentos

Eu sou de uma geração que viu nascer As lojas dos 300.
Na geração que me sucedeu,  o trabalho de uma pessoa vale apenas 300€ por mês.
Há quem aplauda!

Para comprar brinquedos há sempre dinheiro

Esta malta do PSD e do CDS adora brinquedos de guerra. Nunca falta dinheiro para comprar aviões, submarinos, tanques e essas merdas todas com que os senhores ministros devem ter brincado quando eram ainda mais putos e de que provavelmente sentem imensas saudades
Esta fixação nos brinquedos- de que Paulo Portas é apenas um exemplo- está habitualmente ligada a negociatas pouco claras, ou a negócios ruinosos.
Como sucede neste caso em que, podendo não haver prejuízos ( mas  parece que  há mesmo, na ordem dos 30 milhões...)  não se vislumbra lá muito bem onde haja lucros. Pode  faltar dinheiro ao governo  para diminuir a pobreza, mas para comprar brinquedos ou meter  nos bolsos dos banqueiros arranja-se sempre algum.

Parece-me bem...

Esta decisão coaduna-se perfeitamente com o estilo de sociedade que este governo pretende construir. Uma sociedade onde a formação cívica e a informação sejam proibidas, mas onde os bancos, seguradoras, operadoras de telemóveis, o Pingo Doce, o Continente  e tudo mais que o marketing quiser,  podem encher-nos as caixas de correio de publicidade ( mesmo enganosa) e promessas fantasiosas.
Está de parabéns a CNE!

Those were the days (17)

 Jaipur  ( India)